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Hepatite alcoólica e cirrose: Como reconhecer sintomas iniciais e entender os riscos ao fígado

Saiba identificar sinais, causas e quando procurar avaliação médica

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Hepatite alcoólica e cirrose: Como reconhecer sintomas iniciais e entender os riscos ao fígado
Dano progressivo às células do fígado causado pelo consumo excessivo de álcool

A inflamação do fígado causada pelo álcool costuma evoluir de forma silenciosa, progressiva e com consequências graves quando ignorada. Muitos sinais aparecem apenas quando o dano já é significativo.

A interrupção do consumo muda completamente o prognóstico. Compreender o processo evita agravamentos irreversíveis.

O que é hepatite alcoólica e cirrose

Hepatite alcoólica e cirrose fazem parte de um mesmo processo de agressão contínua ao fígado causada pelo consumo excessivo de álcool. A hepatite alcoólica é uma inflamação aguda do órgão, enquanto a cirrose representa o estágio avançado, com substituição do tecido saudável por cicatrizes permanentes, chamadas de fibrose.

Quando o álcool não é interrompido, o fígado perde gradualmente sua capacidade de realizar funções vitais, como metabolizar toxinas, produzir proteínas e regular substâncias essenciais ao organismo. Em fases iniciais, parte desse dano ainda pode ser revertida, o que reforça a importância do diagnóstico precoce.

Sintomas associados à hepatite alcoólica e cirrose

A hepatite alcoólica inicial costuma não apresentar sintomas claros, o que dificulta a identificação. Em quadros mais graves, surgem manifestações como icterícia, náuseas, vômitos, fadiga intensa e perda de peso, geralmente associada à falta de apetite e ao alto valor calórico do álcool.

Na cirrose avançada, os sinais se tornam mais evidentes e perigosos. Podem ocorrer ascite, caracterizada pelo acúmulo de líquido no abdômen, encefalopatia hepática com confusão mental e alteração do sono, além de varizes esofágicas, que aumentam o risco de sangramentos graves, inclusive vômito com sangue.

Hepatite alcoólica e cirrose: Como reconhecer sintomas iniciais e entender os riscos ao fígado
Veja sinais físicos e alterações clínicas associadas à doença hepática. – Créditos: depositphotos.com / Tharakorn

Diagnóstico e fatores de risco da hepatite alcoólica e cirrose

Aspecto Descrição Importância clínica
Histórico de consumo Ingestão elevada e contínua de álcool por anos Principal fator de suspeita clínica
Quantidade de risco Mais de 40 g por dia em homens e 20 g em mulheres Mulheres evoluem mais rápido para cirrose
Exames de sangue Avaliam inflamação e função hepática Indicam gravidade e atividade da doença
Ultrassom e tomografia Analisam tamanho, textura e complicações Detectam fibrose, ascite e alterações estruturais
Biópsia hepática Avaliação direta do tecido do fígado Confirma diagnóstico quando necessário
Associação com hepatites Álcool agrava hepatites B e C Aumenta risco de carcinoma hepatocelular

Tratamento essencial da hepatite alcoólica e cirrose

  • Parada imediata do consumo de álcool, medida mais importante para estabilizar ou reverter danos iniciais
  • Suporte nutricional com dieta rica em proteínas, acompanhada por nutricionista
  • Acompanhamento com hepatologista ou gastroenterologista
  • Internação ou UTI em casos graves
  • Uso de medicamentos conforme indicação médica
  • Psicoterapia e grupos de apoio para tratar dependência alcoólica
  • Abordagem multidisciplinar para manutenção da abstinência

Selecionamos um conteúdo do canal DOUTOR AJUDA, que conta com mais de 2,39 mi de inscritos e já ultrapassa 341 mil visualizações neste vídeo, apresentando informações claras sobre hepatite alcoólica e cirrose. O material destaca sintomas mais comuns, formas de diagnóstico, opções de tratamento e a importância do acompanhamento médico para prevenção de complicações, alinhado ao tema tratado acima:

Outros riscos do consumo excessivo de álcool

Além da hepatite alcoólica e cirrose, o álcool está associado a problemas de memória, pancreatite, imunossupressão com aumento de infecções, anemia, osteoporose e diversos tipos de câncer.

Diante de qualquer suspeita ou sintoma persistente, a avaliação médica especializada é fundamental para evitar complicações potencialmente fatais.