Saúde
Os 7 sinais de infarto um mês antes de acontecer e quais exames ajudam a identificar o risco a tempo
Sintomas costumam ser ignorados e exames simples podem revelar alertas importantes
Os sinais de infarto podem surgir semanas antes do evento agudo e costumam ser ignorados por parecerem comuns ou passageiros, o que atrasa a busca por ajuda médica e aumenta o risco de morte.
Reconhecer alterações físicas precoces, agir rapidamente e entender fatores de prevenção faz diferença real entre atendimento a tempo e complicações graves.
Sinais que o corpo pode emitir antes de um infarto
O infarto não acontece sempre de forma súbita. Em muitos casos, o corpo começa a alertar com sintomas intermitentes que surgem dias ou até um mês antes, especialmente em pessoas com fatores de risco cardiovascular.
Esses sinais costumam piorar com esforço físico ou estresse emocional e melhoram parcialmente com repouso, o que faz muitos subestimarem a gravidade e adiarem a ida ao pronto-socorro.
O sinal mais mortal e mais ignorado
A angina é considerada o alerta mais perigoso antes de um infarto. Trata-se de dor no peito que aparece durante esforço físico como subir escadas ou caminhar rápido e melhora ao parar a atividade.
Esse sintoma indica redução do fluxo de sangue para o coração por obstrução das artérias e exige avaliação imediata, pois pode evoluir para infarto completo a qualquer momento.

Os 7 sinais de infarto que surgem antes da emergência
| Sinal | Como se manifesta | Por que é perigoso |
|---|---|---|
| Dor no peito | Aperto, queimação ou peso, às vezes na boca do estômago | Indica sofrimento do músculo cardíaco |
| Dormência no braço ou mandíbula | Formigamento no braço esquerdo ou face | Irradiação típica da dor cardíaca |
| Náusea ou vômito | Enjoo súbito sem causa alimentar | Ativação do nervo vago |
| Tontura ou quase desmaio | Sensação de queda ou cabeça leve | Redução da oxigenação cerebral |
| Suor frio e palidez | Pele gelada e úmida sem calor | Resposta do sistema nervoso ao estresse cardíaco |
| Ansiedade intensa | Sensação de morte iminente | Liberação de adrenalina em excesso |
| Falta de ar | Respiração curta ou dificuldade para inspirar | Comprometimento da função cardíaca |
Exames e fatores que reduzem o risco de infarto
- Glicemia de jejum abaixo de 100 mg/dL e hemoglobina glicada normal
- Pressão arterial próxima de 120 por 80 mmHg, medida regularmente em casa
- Proteína C-reativa abaixo de 3 mg/L e ácido úrico dentro da normalidade
- Colesterol controlado com LDL abaixo de 130 mg/dL, HDL acima de 40 mg/dL e triglicerídeos abaixo de 150 mg/dL
- Função da tireoide normal, evitando endurecimento dos vasos
- Prática de pelo menos 150 minutos de atividade física por semana
- Ausência total de tabagismo, incluindo cigarros eletrônicos
Selecionamos um conteúdo do canal Dr. João Sório Endocrinologista, que conta com mais de 1,66 mi de inscritos e já ultrapassa 601 mil visualizações neste vídeo, apresentando informações médicas sobre sinais precoces que podem anteceder um infarto e exames que ajudam a avaliar o risco cardiovascular. O material destaca sintomas de alerta que surgem com antecedência, a importância do diagnóstico preventivo e exames clínicos que auxiliam na identificação de problemas antes de eventos graves, alinhado ao tema tratado acima:
Quando agir sem esperar consulta
Quanto mais sinais de infarto aparecem de forma associada, maior é o risco de um evento grave. Idade e genética não podem ser modificadas, mas o controle dos demais fatores reduz significativamente a chance de infarto.
Diante de dor no peito, falta de ar ou sintomas neurológicos, a conduta correta é procurar imediatamente um pronto-socorro, sem aguardar consulta marcada, pois tempo é decisivo para salvar o coração e a vida.