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Abolição da escravatura completa 138 anos

A reportagem da Super Rádio Tupi conversou com um especialista, que destacou a importância de reconhecer a mobilização necessária para que esse processo acontecesse

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Nesta quarta-feira (13), é celebrado o Dia da Abolição da Ecravatura no Brasil. Após mais de três séculos de exploração do povo negro, o Brasil foi um dos últimos países das Américas a abolir oficialmente a escravidão, em 1888.

A liberdade é frequentemente associada à princesa Isabel, responsável pela assinatura da Lei Áurea, mas a data também reforça a luta da população negra em busca da própria liberdade.

O historiador Clóvis Bulcão destaca a importância de reconhecer a mobilização necessária para esse processo.

“Essa transformação aconteceu graças à luta de muitos personagens, alguns reconhecidos historicamente e outros que permaneceram anônimos. Participaram desse processo pessoas escravizadas que fugiram, que formaram quilombos, que recorreram à Justiça contra abusos e todos aqueles que enfrentaram um sistema cruel, sustentado por leis que permitiam que uma pessoa fosse considerada propriedade de outra. A escravidão só chegou ao fim porque houve resistência e mobilização coletiva. Por isso, a data deve ser lembrada e valorizada, não apenas como celebração, mas também como reflexão. Conhecer a própria história é essencial para evitar que erros e injustiças do passado se repitam”.

A abolição aconteceu de forma gradual, com leis que começaram a restringir a escravidão, como a Lei dos Sexagenários, que libertava pessoas escravizadas acima dos 60 anos, e a Lei do Ventre Livre, que garantia liberdade aos filhos de mulheres escravizadas nascidos após a nova determinação.

A abolição não foi um ato de bondade da monarquia, mas sim um resultado de intensas pressões do movimento abolicionista e diversas formas de resistência, como debates parlamentares, manifestações artísticas, revoltas e fugas.

Apesar do fim oficial da escravidão há 138 anos, as consequências desse período ainda estão presentes na sociedade brasileira.

Rio terá programação especial em celebração à Lei Áurea

O Rio de Janeiro terá uma programação especial nesta terça-feira em celebração aos 138 anos da assinatura da Lei Áurea.

As homenagens incluem um ato público em Copacabana, onde se encontra um monumento em homenagem à Princesa Isabel, e uma sessão solene na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

A sessão na Alerj está prevista para as sete horas da noite em parceria com o Círculo Monárquico do Rio de Janeiro e será aberta ao público. O evento irá contar com a presença do príncipe Dom Alberto de Orleans e Bragança, descendente da família imperial brasileira.