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Amigos e familiares celebram condenação dos mandantes do assassinato de Marielle Franco

Réus apontados como mandantes foram julgados nesta terça-feira

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Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou, ontem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

O ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio, Domingos Brazão, e o irmão dele, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão foram condenados a 76 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, duplo homicídio e pela tentativa de homicídio da assessora Fernanda Chaves.

Marielle Franco – Foto: Fernando Olaz/ ASCOM Câmara Municipal do Rio

Já o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, recebeu pena de 18 anos pelos crimes de obstrução de justiça e corrupção. Ele também foi denunciado pelos homicídios de Marielle e Anderson, mas absolvido da acusação.

O major da Polícia Militar Ronald Alves de Paula, responsável por monitorar a vereadora nos dias anteriores ao crime, foi condenado a 56 anos de prisão, enquanto o ex-PM Robson Calixto recebeu pena de 9 anos de prisão.

Mônica Benício, víuva de Marielle, comentou o julgamento dessa semana.

“Foram quase oito anos tentando compreender o que aconteceu naquela noite. Que o caso de Marielle Franco sirva de recado àqueles que, confiando na impunidade — como ainda ocorre com certos grupos que persistem no Rio de Janeiro, no Brasil — acreditam que a violência ficará sem resposta. A decisão do Supremo Tribunal Federal rompe hoje um ciclo de punitivismo seletivo”.

A vereadora da cidade do Rio de Janeiro, Mônica Benício – Foto: Cristina índio do Brasil/ Agência Brasil

Marcelo Freixo, chefe do gabinete do qual trabalhava Marielle e amigo pessoal da vereadora, afirmou que o julgamento no STF foi um marco para a história do Rio de Janeiro.

“Não é comum, em um país como o Brasil — especialmente no Rio de Janeiro — uma condenação tão significativa após oito anos de espera. Houve tentativas marcadas por corrupção para impedir que se chegasse a esse resultado, alcançando tanto os mandantes quanto o executor”.

Marcelo Freixo, atual presidente da Embratur – Foto: Wilson Dias/ Agência Brasil

O STF determinou também que os condenados devem perder os cargos públicos após o trânsito em julgado e deverão ficar presos preventivamente até o fim da possibilidade de recursos.

Os cinco réus também deverão pagar indenização de 7 milhões de reais por danos morais, sendo 1 milhão para a assessora Fernanda Chaves, 3 milhões aos familiares de Marielle e outros 3 para a família de Anderson Gomes.

Foto: Tomaz Silva/ Agência Brasil

Quem também se pronunciou sobre o julgamento no STF foi a Organização Não-Governamental CRIOLA, que atua na defesa e promoção dos direitos das mulheres negras. Para a organização, a sentença fortalece a democracia brasileira, demonstrando que o sistema de justiça deve atuar para romper com a lógica da impunidade, para que envolvidos em casos de violência sem julgados e punidos.