Rio
Aposentada de 89 anos anda quilômetros para manter a saúde, se perde no trânsito pesado e mobiliza motoristas para voltar para casa com segurança
Após buscar remédios, mulher se perdeu e acabou em via de trânsito rápido; ela garante que apenas seguia a recomendação de se manter ativa
Uma idosa de 89 anos resgatada enquanto caminhava pela Linha Vermelha, no Rio de Janeiro, explicou que segue uma recomendação médica para se manter ativa. A história de Dona Neci viralizou após ela ser amparada por um motociclista e dois motoristas de aplicativo na via expressa.
Ela havia ido ao Hospital do Fundão para buscar remédios e se perdeu no caminho de volta para casa, em Bonsucesso. Dona Neci conta que percebeu o erro, mas não notou que estava em uma via de trânsito rápido.
“Eu já estava voltando para casa quando, em vez de vir reto, eu só atravessei a rua sem perceber”, disse a idosa. O hábito de caminhar, segundo ela, é um conselho profissional. “É que meu médico disse assim para mim: ‘Neci, procura andar’. Por causa da minha idade. Eu estou com 89 anos”, contou para a equipe do RJ TV.
O resgate que mobilizou motoristas
As imagens do resgate mostram a mobilização para retirá-la do acostamento. O primeiro a notar o risco foi Diego Marciano Vieira, motorista de aplicativo. Ele ligou o alerta do carro e passou a acompanhar a idosa para evitar um acidente.
Pouco depois, o motociclista Christian Quirgo parou e ofereceu carona, mas não tinha um capacete extra. A ajuda definitiva veio com Ricardo Gonçalves, também motorista, que conseguiu convencê-la a entrar no veículo.
Durante o trajeto, Ricardo percebeu que Dona Neci estava lúcida. “Dentro do carro não me pareceu que ela estava desorientada”, afirmou. Ele a deixou na Avenida Brasil, onde um vizinho a ajudou a reencontrar a família.
Uma nova rotina
Apesar da repercussão, Dona Neci minimiza o perigo. “Não foi nada de grave. Nada de tão espantoso para sair na Globo isso não”, comentou. Independente e ativa, ela conta que cuida sozinha da casa onde mora.
“Em casa eu faço tudo. Cozinho, passo roupa, lavo roupa. Faço faxina. Não fico parada.”
Após o episódio, ela passou a morar com a sobrinha Fátima Souza, por recomendação médica. A família já a alertava sobre os riscos de caminhar longas distâncias. Fátima expressou sua gratidão aos homens que ajudaram a tia.
“Gratidão eterna. A gente nunca imagina que pode ser com a gente. Quando acontece, a gente agradece a Deus pelas pessoas que entraram no caminho”, declarou a sobrinha.