Rio
Até R$ 20 mil: Alerj avança com multa para abusos no transporte
Projeto de Lei prevê multas de até R$ 20 mil para assédio em ônibus, metrô e trens do RJ
A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou, em primeira discussão, o Projeto de Lei 1.829/23, que cria multa administrativa para quem cometer assédio moral, sexual ou discriminação em transportes públicos do estado. A proposta é do deputado Claudio Caiado (PSD) e prevê que a penalidade seja dobrada quando a vítima for criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência.
O texto busca punir comportamentos verbais, físicos ou gestuais que causem constrangimento, humilhação ou intimidação durante o uso do transporte público.
A discussão ganhou força após um caso recente de assédio em um ônibus na Zona Sul do Rio, quando uma adolescente gravou e denunciou a agressão. O episódio teve grande repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre segurança nos coletivos.
Proteção no transporte público
Saiba o que muda com o projeto de lei da Alerj.
🚫 O que é considerado assédio?
Comportamentos indesejados, verbais, físicos ou gestuais que causem constrangimento, humilhação ou intimidação no transporte.
📍 Onde se aplica a lei?
Em ônibus, vans, metrô, trem, táxis e transporte por aplicativo. Vale para passageiros e profissionais.
💰 Valores das multas
As multas variam de R$ 2 mil a R$ 10 mil, podendo ser dobradas em casos de vítimas vulneráveis.
👧 Vítimas vulneráveis protegidas
A punição é em dobro se a vítima for criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência.
Multas e abrangência
Pela proposta, as multas podem variar de R$ 2 mil a R$ 10 mil, conforme a gravidade da infração, podendo ser aplicadas em dobro em alguns casos.
O projeto vale para ônibus, vans, metrô, trens, táxis e carros de aplicativo, e também protege profissionais do sistema, como motoristas, cobradores e fiscais.
Segundo Claudio Caiado, a proposta surge da necessidade de uma resposta mais firme do poder público.
“Casos como o que vimos esta semana mostram que o poder público precisa agir”, afirmou o deputado. Ele também destacou que a superlotação no transporte coletivo muitas vezes favorece esse tipo de abuso, reforçando a importância de mecanismos para punir quem constrange ou ameaça a dignidade das pessoas.