Carnaval
Botafogo Samba Clube supera estreia irregular e apresenta desfile refinado na Série Ouro
Escola levou enredo sobre Roberto Burle Marx à Marquês de Sapucaí e evitou combinação das cores do Flamengo
Diferente de 2025, quando estreou na Marquês de Sapucaí, a Botafogo Samba Clube fez um desfile consistente neste ano pela Série Ouro do Carnaval do Rio de Janeiro.
Após uma apresentação abaixo do esperado em 2025, quando enfrentou problemas na Avenida e ficou a uma posição do rebaixamento, a agremiação voltou mais segura. Em 2026, a escola não deve brigar contra o rebaixamento.
Com enredo dedicado ao paisagista Roberto Burle Marx, a Botafogo apresentou um Carnaval esteticamente bem resolvido para o padrão da Série Ouro. Reconhecido mundialmente como paisagista, artista plástico e pesquisador da flora brasileira, Burle Marx ofereceu amplo leque de possibilidades visuais, exploradas ao longo do desfile em diferentes fases de sua trajetória.
Variedade de cores e estratégia para evitar o rival
Um dos objetivos da escola foi se distanciar de um visual monocromático, já que as cores tradicionais do clube são preto e branco. O desfile trouxe grande variedade cromática, mas evitou utilizar vermelho e preto juntos — combinação associada ao rival Clube de Regatas do Flamengo.

Em uma ala fantasiada de joaninha, por exemplo, o vermelho foi substituído pelo branco. Segundo a agremiação, a decisão partiu de um pedido do presidente Sandro Lima aos carnavalescos Raphael Torres e Alexandre Rangel.
Além da plástica refinada e da ausência de problemas técnicos na Avenida, a escola teve como destaque o intérprete Nêgo, figura histórica do Carnaval carioca, que ajudou a sustentar o desempenho da agremiação ao longo do desfile.
Com organização e proposta estética bem definida, a Botafogo Samba Clube deixou a Sapucaí com perspectiva mais confortável na disputa da Série Ouro.