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Câncer de colo de útero: sintomas que mulheres não podem ignorar

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Câncer de colo de útero: sintomas que mulheres não podem ignorar
Créditos: depositphotos.com / JoPanuwatD

A influenciadora Naty Potira, que em 2023 foi diagnosticada com câncer de colo de útero e celebrou a cura em 2024, voltou a enfrentar a doença em 2026. O caso, que gerou uma onda de solidariedade do Santos FC, acende um alerta importante sobre um dos tumores que mais afetam as mulheres no Brasil. Silencioso em seus estágios iniciais, tem prevenção, diagnóstico precoce e tratamento totalmente gratuitos oferecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Causado principalmente pela infecção persistente do Papilomavírus Humano (HPV), o câncer de colo de útero se desenvolve lentamente. Na maioria das vezes, a infecção por HPV não causa doença, mas em alguns casos, as alterações celulares podem evoluir para o câncer. Por isso, a atenção aos sinais do corpo e a rotina de exames preventivos são fundamentais para evitar o avanço do quadro.

Sintomas que não devem ser ignorados

Quando a doença começa a se manifestar, o corpo pode dar alguns avisos. É essencial procurar um ginecologista se notar qualquer um dos seguintes sintomas, principalmente se eles se tornarem persistentes:

  • Sangramento vaginal fora do período menstrual, após a menopausa ou depois de relações sexuais.
  • Corrimento vaginal incomum, que pode ter coloração amarelada ou marrom e odor forte, com ou sem a presença de sangue.
  • Dor pélvica ou desconforto durante as relações sexuais que não existia antes.
  • Alterações significativas no ciclo menstrual sem causa aparente.

Prevenção e diagnóstico precoce

A principal forma de prevenção é a vacina contra o HPV, disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos, e para grupos com condições clínicas especiais até os 45 anos. A imunização protege contra os tipos de HPV mais comuns causadores do câncer.

Além da vacina, o exame preventivo, conhecido como Papanicolau, é a ferramenta mais eficaz para o diagnóstico precoce. O procedimento consegue identificar lesões precursoras, antes mesmo de se tornarem câncer. O Ministério da Saúde recomenda que o exame seja feito por mulheres entre 25 e 64 anos que já iniciaram a vida sexual.

Caso o diagnóstico seja confirmado, o tratamento é definido conforme o estágio da doença e pode incluir cirurgia para remoção do tumor, radioterapia e quimioterapia. Todos os procedimentos necessários são cobertos pelo SUS.