Capital Fluminense

Caso Evaldo: Militares do Exército acusados de matar músico e catador serão julgados

Laudo mostra que foram disparados 257 tiros na ação; 80 atingiram o carro do artista

Por Tatiana Campbell

Evaldo Rosa morreu ao ter o carro alvejado por 80 tiros em abril de 2019
Evaldo Rosa morreu ao ter o carro alvejado por 80 tiros em abril de 2019 – Foto: Reprodução/Facebook

A Justiça Militar irá ouvir nesta quarta (13) e quinta-feira (14) as testemunhas de defesa dos 12 militares do Exército acusados pelas mortes do músico Evaldo Rosa e do catador Luciano Macedo. O caso aconteceu em abril de 2019, em Guadalupe, na Zona Oeste do Rio. A audiência já foi reagendada três vezes pela Justiça Militar. Laudo mostra que foram disparados 257 tiros na ação que terminou com a morte das vítimas.

O músico, de 51 anos, estava a caminho de um chá de bebê com a família quando teve o carro atingido por mais de 80 tiros na Estrada do Camboatá. Os militares do Exército teriam, de acordo com a defesa, confundido o carro do artista com o de criminosos. Evaldo Rosa morreu na hora, os parentes conseguiram escapar ilesos. Já Luciano Macedo, que estava nas proximidades e tentou ajudar a família, acabou sendo baleado e morreu dias depois.

“Por ter sido marcado novamente eu me sinto aliviada, porque ficava angustiada sempre que desmarcavam. Estamos otimistas e acreditando que haverá justiça e que meu esposo não será só mais uma estatística. Será muito difícil estar frente a frente novamente com aqueles que acabaram com a minha família”, disse Luciana Nogueira, viúva de Evaldo Rosa.

Os militares respondem por homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e omissão de socorro. Na quinta, pela primeira vez neste processo criminal, cada militar será interrogado.

“Estou tentando recomeçar novamente, mas é uma saudade muito grande, ele foi minha história, nos conhecemos na adolescência. Meu filho sente muito, diz que não terá a oportunidade de ter um pai velhinho, isso me dói muito. Estão sendo dois anos de muita dificuldade, de muita tristeza. Eu tinha uma paz, uma família. Perder alguém assim, tiraram ele de mim, é desesperador.”, finalizou Luciana.

A audiência havia sido marcada para 7 de abril, mas a defesa dos réus argumentou sobre o agravamento da pandemia e conseguiu o adiamento para 7 de julho. Em junho, o advogado dos militares relatou não estar plenamente imunizado contra a covid-19 e conseguiu a segunda remarcação para 15 de setembro. Depois, o mesmo profissional, alegou complicações nas cordas vocais e conseguiu um novo adiamento. Após três adiamentos, o julgamento irá acontecer a partir desta quarta.



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