Rio
Cavaliere critica perdão a Monique Medeiros e jura proteger crianças nas escolas
Prefeito do Rio mantém demissão de Monique Medeiros após perdão
O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, usou as redes sociais para criticar a decisão da Justiça que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, e confirmou que a demissão dela do funcionalismo municipal está mantida.
“Causa certa perplexidade a decisão da Justiça de perdoar a pena de Monique Medeiros”, escreveu Cavaliere, referindo-se à condenação por homicídio culposo da própria criança. O prefeito descreveu Henry como “uma criança inocente e indefesa” que foi “brutalmente torturada e assassinada dentro de casa pelo padrasto”, na presença da mãe.
Demissão da prefeitura mantida
Cavaliere havia demitido Monique em 25 de março da Secretaria Municipal de Educação, encerrando sua função como professora da rede pública, cargo pelo qual ela continuava recebendo salário desde o crime. Na postagem, o prefeito garantiu que fará “de tudo” para que ela “jamais retorne aos quadros da Prefeitura”. “Que ela siga sua vida com um trabalho digno e honesto. Mas longe das salas de aula da rede municipal”, escreveu.
Condenações no caso Henry Borel
O julgamento, considerado o mais longo da história recente do Tribunal do Júri fluminense, se estendeu por dez dias. Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi condenado a 43 anos, 9 meses e 20 dias de prisão por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo.
Para Monique, os jurados desclassificaram a acusação de homicídio doloso para culposo, entendendo que sua conduta foi de negligência e omissão diante das torturas sofridas pelo filho. A pena fixada foi de 1 ano e 4 meses de detenção em regime aberto, e a juíza Elizabeth Machado Louro determinou o perdão judicial.