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Cinco pessoas são indiciadas pelo incêndio que causou duas mortes no Shopping Tijuca

Superintendente, gerentes e donos de loja respondem por incêndio doloso e outras infrações

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Dois trabalhadores morreram e cinco pessoas foram indiciadas pelo incêndio no Tijuca. Foto: João Pedro Barrocas/Super Rádio Tupi

A Polícia Civil indiciou cinco pessoas pelo incêndio no Shopping Tijuca, na Zona Norte do Rio, ocorrido em janeiro deste ano. O fogo causou a morte da bombeiro civil Emellyn Silva Aguiar Menezes e do supervisor de segurança Anderson Aguiar do Prado, além de deixar outras quatro pessoas feridas.

Cinco indiciados, crimes distintos

A superintendente do shopping, Adriana Santilhana Nietupski, e o gerente de operações Pedro Paulo Alvares foram indiciados por incêndio doloso qualificado pela morte, lesão corporal culposa, crime de perigo para a vida ou saúde de outros e fraude processual. A gerente de negócios Renata Barcelos Pereira Noronha responde pelos três primeiros crimes, mas não pela fraude processual.

Os gerentes da loja Bell Art, Fabio Arruda Soares e Felipe Gonçalves Franciscone, também foram indiciados por incêndio doloso e lesão corporal. No total, 38 pessoas foram ouvidas durante o inquérito.

Bombeiros foram chamados 23 minutos depois do fogo: o que travou o socorro no Tijuca. Foto: Divulgação / Corpo de Bombeiros

Os delegados Adriano França e Maíra Rodrigues, responsáveis pelas investigações, apontaram que os depoimentos indicaram falhas na comunicação após o incêndio, ausência de alarmes eficazes, evacuação desorganizada, treinamento insuficiente e demora para repassar informações corretas sobre as chamas.

Loja sem alvará e shopping sem exaustor

A investigação apurou também que a loja onde o fogo começou não tinha alvará do Corpo de Bombeiros e que o shopping não contava com exaustor para combater as chamas. A corporação foi comunicada pela Polícia Civil sobre a conclusão da perícia.

De acordo com as investigações, o acionamento do Corpo de Bombeiros deveria ter ocorrido de forma simultânea ao início do combate à fumaça no subsolo do shopping. Para a polícia, a demora na chegada dos bombeiros e a ausência de combate adequado às chamas foram determinantes para as mortes de Emellyn e Anderson.

O botão de pânico da loja onde as chamas tiveram início foi acionado às 18h04. Segundo a delegada Maíra Rodrigues, o Corpo de Bombeiros só foi comunicado às 18h27 e os militares chegaram ao local às 18h40.