Rio
Como o novo coletor da UFRJ limpa a Baía de Guanabara e ainda gera renda extra para os pescadores locais
Dispositivo acoplado a barcos retira resíduos da água e faz parte do projeto Orla Sem Lixo
Pesquisadores da UFRJ desenvolveram um coletor flutuante capaz de ser acoplado a barcos de pesca para recolher lixo da Baía de Guanabara durante as próprias rotinas de trabalho dos pescadores. O equipamento está em fase de testes na Enseada do Fundão como parte do projeto Orla Sem Lixo, desenvolvido em parceria com a Petrobras.
Estrutura inspirada em catamarã
O dispositivo funciona com dois compartimentos flutuantes que mantêm parte da estrutura submersa, uma gaiola central para armazenar os resíduos e uma rampa que direciona o lixo que boia na superfície para dentro do equipamento. O desenho lembra o de um catamarã adaptado para coleta. A proposta é que o coletor atue especialmente nas proximidades de praias e das barreiras de contenção já instaladas na enseada, em conjunto com as ecobarreiras.
A iniciativa surgiu de um problema concreto: redes de pesca na região costumam voltar repletas de resíduos, prejudicando o trabalho e a renda dos pescadores. O coletor busca reduzir esse impacto e, ao mesmo tempo, tornar a atividade mais segura para os trabalhadores.
Pescadores remunerados pela coleta
Após recolhidos, os resíduos são pesados e triados. Parte do plástico segue para reciclagem química, processo em que o material é aquecido e transformado novamente em matéria-prima para fabricação de novos produtos.
A Petrobras informou que a expectativa é expandir o projeto para outras áreas da baía. O modelo também prevê remunerar os pescadores pelo serviço de coleta, unindo preservação ambiental com geração de renda para as comunidades envolvidas.