Rio
Cortejo e velório homenageiam piloto da Polícia Civil morto no Rio
Felipe Marques Monteiro estava internado há um ano após ser baleado em operaçãoUma homenagem pelas ruas do Rio de Janeiro marca a despedida do piloto de helicóptero da Polícia Civil, Felipe Marques Monteiro, de 45 anos, nesta terça-feira (19). O cortejo fúnebre teve início por volta de 12h50 na Lagoa, na Zona Sul, com destino ao Crematório da Penitência, no Caju.
O trajeto foi acompanhado por comboios da corporação e de outras forças de segurança. A cerimônia de despedida começou no antigo posto de trabalho de Felipe e segue para a Zona Norte, onde o velório e uma missa de corpo presente estão agendados para as 15h.
Complicações médicas e hospitalização prolongada
O oficial morreu no último domingo, 17 de março, após longo período internado e agravamento do quadro clínico. Ele enfrentava complicações causadas por uma infecção grave após uma cirurgia de prótese craniana realizada em abril do ano passado.
A viúva, Keidna Marques, prestou homenagem nas redes sociais e destacou a dedicação do marido à segurança pública. Segundo ela, o sonho do policial foi interrompido enquanto ele arriscava a vida para proteger a sociedade.

De acordo com o médico Renato Ribeiro, do Hospital São Lucas Copacabana, Felipe passou mais de sete meses em tratamento intensivo e realizou diversas neurocirurgias. Ele chegou a receber alta em dezembro para iniciar a reabilitação, mas voltou ao hospital após novos sangramentos e hematomas na cabeça.
Na última semana, o quadro se tornou irreversível diante da infecção generalizada.
O ataque à aeronave na Vila Aliança
A tragédia começou durante uma operação policial na Vila Aliança, em Bangu, em 20 de março de 2025. Felipe pilotava um helicóptero da Core quando a aeronave foi atingida por tiros disparados por criminosos.
Um disparo de fuzil atravessou a estrutura do helicóptero e atingiu o policial na testa, dando início a uma longa sequência de cirurgias e internações.
Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos de participar do ataque foi preso em maio do ano passado. Outros envolvidos seguem foragidos.