Rio
Dia Internacional do Desarmamento Infantil alerta para impactos da violência na formação de crianças
Especialistas defendem supervisão familiar e ambientes seguros para reduzir exposição a armas e conteúdos violentos, destaca a psicóloga Natália Aguilar
Nesta quarta-feira, dia 15 de abril, é celebrado o Dia Internacional do Desarmamento Infantil, data dedicada à conscientização sobre os impactos da violência na infância e da importância de proteger crianças e adolescentes do contato com armas.
O principal objetivo da data é estimular o debate sobre como o acesso direto ou indireto a armas pode influenciar o desenvolvimento de crianças e adolescentes.
Ela também reforça a necessidade de promover ambientes mais seguros, acolhedores e educativos para o crescimento saudável das novas gerações.
O dia também convida a conscientização dos pais, cuidadores e educadores sobre os efeitos nocivos do incentivo ao uso de armas de brinquedo, e jogos violentos por crianças e adolescentes.
De acordo com especialistas, a exposição a esse tipo de brincadeira pode influenciar negativamente a criança, banalizando a violência e incitando à criminalidade.
A ação também ajuda a evitar a violência, incidentes domésticos ou escolares, onde há situações em que alunos tiram a vida de colegas e professores.
A reportagem da Super Rádio Tupi entrevistou a psicóloga Natália Aguilar, que falou sobre os impactos emocionais de jogos violentos na formação dos jovens.
“Jogos online, podem sim ter alguns efeitos negativos, principalmente quando a gente pensa que essa criança, esse adolescente, eles ainda estão em fase de desenvolvimento emocional. E nessa fase, eles estão aprendendo a lidar com sentimentos, com as próprias frustrações, buscando entender o impacto das próprias ações, que não é um processo fácil.” – disse a psicóloga, explicando que a exposição à violência frequente pode acabar diminuindo a sensibilidade das crianças.
Natália Aguilar ressaltou também que a participação e monitoramento dos pais durante o uso dos jogos é essencial.
“O primeiro passo não é o controle rígido, mas a presença ativa desses responsáveis na vida digital dessa criança. Isso significa saber quais os jogos que essa criança acessa, com quem ela joga, quanto tempo ela passa conectada e a gente imaginar que o mundo digital é como se fosse a rua.” – defendeu a psicóloga.
Pesquisas também apontam que a presença de armas em casa é crucial em casos de violência ocorridos dentro das escolas, com 60% dos casos de homicídios causados por alunos e ex-alunos sendo feitos com armas que estavam dentro de casa e pertenciam aos pais ou familiares.
Especialistas defendem que a melhor maneira de proteger as crianças é eliminando armas de fogo de casa, e quando elas estiverem presentes o essencial é que estejam trancadas em cofres ou semelhantes e descarregadas.