Brasil
Dia Mundial do Transtorno Bipolar alerta para sintomas e importância do diagnóstico
Especialista explica causas, sinais e formas de tratamento da condição que afeta milhões de pessoas no mundo
O Dia Mundial do Transtorno Bipolar é celebrado nesta data com o objetivo de ampliar a conscientização sobre a doença, reduzir o estigma e levar informação à população. A escolha do dia faz referência ao nascimento do pintor holandês Vincent Van Gogh, que, segundo especialistas, possivelmente convivia com o transtorno.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, cerca de 140 milhões de pessoas no mundo vivem com o transtorno bipolar, considerado uma das principais causas de incapacidade.
A condição é caracterizada por alterações intensas de humor, que vão além das variações comuns do dia a dia. A psiquiatra Lidiane Silva explica como esses episódios se manifestam:
“A pessoa alterna entre episódios de depressão, como tristeza, desânimo e perda de energia, e os episódios de mania ou hipomania, com o aumento significativo da energia, euforia e, às vezes, com irritabilidade e até mesmo com agressividade. Não são mudanças comuns do dia a dia; são episódios mais intensos, que podem durar dias ou semanas e impactam diretamente a vida pessoal, social e profissional.”
As causas exatas do transtorno ainda não são totalmente conhecidas, mas estudos indicam relação com alterações no funcionamento do cérebro e nos níveis de neurotransmissores.
O diagnóstico pode ser um desafio, já que os sintomas podem ser confundidos com outras condições psicológicas. A especialista destaca um dos principais pontos de atenção:
“O ponto principal é identificar se a pessoa já teve episódios de mania ou hipomania, além da depressão. Muitas vezes, o transtorno bipolar pode ser confundido com outras psicopatologias, como a depressão comum.”
Apesar de não ter cura, o transtorno bipolar pode ser controlado com acompanhamento adequado. O tratamento inclui uso de medicamentos, psicoterapia e mudanças no estilo de vida, como hábitos saudáveis de sono, alimentação e redução do estresse, além da interrupção do uso de substâncias como álcool e drogas.
A conscientização e o acesso à informação são fundamentais para garantir diagnóstico precoce e qualidade de vida aos pacientes e seus familiares.