Esportes
Escândalo em clube pode tirar a Bolívia da repescagem da Copa do Mundo
Caso envolvendo Jorge Wilstermann, Aurora e decisão da Corte Arbitral do Esporte coloca seleção sob risco de sanções da FIFA
Um escândalo que resultou no rebaixamento do Jorge Wilstermann no Campeonato Boliviano pode ter consequências ainda maiores: a seleção da Bolívia corre o risco de ser retirada da repescagem para a Copa do Mundo, marcada para o mês que vem.
Entenda o caso
O Aurora iniciou o Campeonato Boliviano do ano passado com -33 pontos. A punição foi aplicada após a descoberta de que o jogador Diego Montaño utilizava os documentos do irmão, Gabriel Montaño, que já havia falecido. O caso foi denunciado, investigado e julgado pelas autoridades esportivas.
Mesmo com a penalidade, o Aurora terminou a competição com -5 pontos após a disputa de todas as rodadas e estaria rebaixado por ter ficado na última colocação. No entanto, o processo foi levado à Corte Arbitral do Esporte (CAS), que decidiu retirar a punição ao clube e manter apenas a suspensão do jogador.
Com a mudança na tabela, o Jorge Wilstermann, que havia terminado em penúltimo lugar, caiu para a última posição e foi rebaixado diretamente. O clube disputaria um playoff contra um adversário da segunda divisão, mas perdeu essa chance após a decisão.
O Wilstermann levou o caso à Justiça comum da Bolívia e tenta, por diferentes meios, reverter o cenário para permanecer na elite do futebol nacional. A alegação do clube é de falta de comunicação clara e em tempo hábil.
As ações judiciais levaram a FIFA a notificar a Federação Boliviana de Futebol. Em carta enviada aos dirigentes locais nesta semana, a entidade máxima do futebol mundial alertou que, caso a decisão do CAS não seja respeitada, sanções poderão ser aplicadas — o que pode afetar diretamente a participação da seleção boliviana na repescagem para a Copa do Mundo.