Esportes
Estádio histórico pode ser vendido devido a eleições municipais
Processo político suscita polêmicas na Cidade Luz e deixa palco do futebol em dúvida
O Parc des Princes (Parque dos Príncipes), histórico estádio do Paris Saint-Germain, pode ser vendido, a depender do resultado das eleições para prefeito da capital francesa. Há anos, a cidade está em conflito com a direção do PSG, que deseja comprar o estádio para ampliá-lo de 48 mil para 60 mil lugares. Mas, sem acordo, o presidente Nasser Al-Khelaifi já anunciou sua intenção de deixar a capital.
Em 2013, o PSG renovou o arrendamento do estádio, que pertence à cidade, até 2044. Mesmo assim, permanece a incerteza. A atual prefeita, Anne Hidalgo, não queria vender o estádio, mas esta era uma condição essencial para que Al-Khelaifi realizasse as obras. Por isso, ele mencionou uma possível mudança para fora da capital. A candidata Rachida Dati promete manter o PSG na cidade e negociar a venda do estádio em troca da criação de uma vila esportiva e cultural. A obra é orçada em 100 milhões de euros (R$ 606 milhões).
Seu principal oponente, Emmanuel Grégoire, também quer a venda do Parc des Princes, mas propõe duas opções à Câmara Municipal: um arrendamento de longo prazo ou uma venda, mas esta última mantendo um “direito de preferência”, além de tombar o estádio como patrimônio histórico. Outros que apoiam a venda são Pierre-Yves Bournazel e Sarah Knafo.
Entretanto, a candidata Sophia Chikirou é contrária à venda do que chama “patrimônio da cidade”, assim como Émile Meunier. Já Thierry Mariani teme o que considera uma “venda da França, aos poucos, para as monarquias do Golfo Pérsico”. Em 2023, o PSG ofereceu 38 milhões de euros pela compra do estádio, mas a oferta acabou negada. De acordo com pesquisa recente, 61% dos parisienses apoiam a venda do estádio, que tem sua forma atual desde 1972. O primeiro turno das eleições ocorre no próximo domingo (15).