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Filho de ex-goleira entra para a história e leva família Bindon a feito inédito em Copas do Mundo

A Copa do Mundo de 2026 ganhou uma história especial para além dos resultados e da disputa dentro de campo.

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A Copa do Mundo de 2026 ganhou uma história especial para além dos resultados e da disputa dentro de campo. No empate por 2 a 2 entre Nova Zelândia e Irã, nesta segunda-feira (15), o zagueiro Tyler Bindon entrou em campo e alcançou um feito inédito no futebol mundial. Com a participação no duelo, tornou-se o primeiro filho de uma jogadora de Copa do Mundo a também disputar um Mundial organizado pela Fifa.

Embora tenha atuado apenas nos minutos finais da partida, o momento teve enorme significado. Afinal, o sobrenome Bindon já carregava tradição dentro do esporte neozelandês.

O legado começou muitos anos antes

Muito antes de Tyler vestir a camisa da seleção principal, sua mãe já havia construído uma trajetória importante defendendo o país.

Jenny Bindon foi goleira da Nova Zelândia nas Copas do Mundo Femininas de 2007 e 2011. Além disso, participou dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, e Londres, em 2012. Ao longo da carreira internacional, acumulou 77 partidas e se consolidou como um dos nomes mais relevantes do futebol feminino neozelandês.

Foto: Reprodução

Por isso, o momento vivido pelo filho representa mais do que uma estreia em Copa. Na prática, simboliza a continuidade de uma história construída dentro da própria família.

Agora, anos depois das atuações da mãe em grandes torneios, Tyler passa a ocupar seu próprio espaço no cenário internacional.

Tyler chega como uma das apostas da Nova Zelândia

Aos 21 anos, o defensor já aparece como um dos nomes mais promissores da nova geração do país.

O zagueiro iniciou sua formação no Reading e, posteriormente, também passou pelo Sheffield United. Além disso, defenderá o Nottingham Forest na próxima temporada da Premier League, em mais um passo importante da carreira.

Ao mesmo tempo, Tyler já vinha acumulando experiências relevantes antes do Mundial. Em 2024, integrou o elenco da Nova Zelândia nos Jogos Olímpicos de Paris e ganhou espaço definitivo dentro do grupo principal.

Por conta disso, existe expectativa para que ele se torne uma das lideranças técnicas da equipe nos próximos anos.

Esporte sempre fez parte da rotina da família

Apesar do destaque da mãe no futebol, Tyler cresceu cercado por referências esportivas em diferentes modalidades.

Seu pai, Grant Bindon, também representou o país e chegou a ser capitão da seleção neozelandesa de vôlei durante os anos 2000.

Mesmo assim, desde cedo o caminho do jovem parecia definido.

Em entrevista concedida antes dos Jogos Olímpicos de Paris, Jenny relembrou como o filho cresceu conectado ao futebol.

— O futebol sempre foi a escolha dele. Ele foi a Jogos Olímpicos e Copas do Mundo cercado por esse ambiente. Estava sempre com uma bola nos pés. Mesmo quando jogava vôlei, chutava a bola em direção a uma cesta de basquete.

Dessa forma, a paixão pelo esporte surgiu naturalmente dentro de casa.

Estreia histórica e próximos desafios

Depois do empate contra o Irã, a Nova Zelândia segue viva na disputa do Grupo G e ainda terá decisões importantes pela frente.

Na próxima rodada, a equipe enfrenta o Egito em Vancouver, buscando uma vitória para aumentar as chances de classificação. Depois, encerra a primeira fase diante da Bélgica.

Enquanto o torneio continua, Tyler já garantiu um lugar na história. Afinal, pela primeira vez em Copas do Mundo, mãe e filho conseguiram transformar gerações diferentes em um mesmo legado dentro do principal palco do futebol mundial.

Foto: Reprodução