Entretenimento
Filme de Bolsonaro: o que falta para ‘Dark Horse’ chegar aos cinemas
Apesar de registro inicial na Ancine, produção ainda depende de novos certificados e classificação; filme também é alvo de investigações no país
O filme “Dark Horse”, sobre a trajetória de Jair Bolsonaro na campanha eleitoral de 2018, ainda não tem liberação para ser exibido nos cinemas brasileiros. Apesar de ter obtido o Registro de Obra Estrangeira (ROE) na Agência Nacional do Cinema (Ancine), a produção precisa cumprir outras etapas burocráticas.
A Ancine concedeu o registro em 7 de agosto, cerca de um mês e meio após o pedido inicial. O ROE é necessário para a exploração comercial de obras estrangeiras no país, mas não autoriza a exibição por si só.
O próximo passo para a distribuidora Europa Filmes é solicitar o Certificado de Registro de Título (CRT), documento exigido para a comercialização da obra. Segundo a Ancine, a produtora ainda não fez esse pedido.
Após obter o certificado, a produtora deverá requisitar a classificação indicativa junto ao Ministério da Justiça. Somente com todos os documentos a distribuidora poderá definir a estratégia de lançamento e negociar a exibição com as salas de cinema.
Ancine ainda investiga as filmagens no Brasil
A concessão do registro ocorre enquanto a Ancine apura uma denúncia de que a produção estrangeira teria sido filmada em território brasileiro sem a comunicação prévia exigida. Essa investigação acontece de forma separada do processo que resultou no ROE.
O filme também é alvo da Polícia Federal, que determinou um prazo para a Ancine prestar esclarecimentos. A PF solicitou a confirmação de todas as pessoas físicas e jurídicas vinculadas ao projeto, como produtores, distribuidores e representantes legais.
A polícia também pediu informações sobre a situação jurídica atual do filme, o cronograma de execução e se a produção recebeu incentivos fiscais ou recursos públicos federais. A investigação da PF começou após a revelação de mensagens atribuídas a Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nas quais o político teria cobrado do empresário dinheiro para financiar a produção.