Brasil
Flávio Bolsonaro está na Argentina? Veja o que se sabe e o que falta saber sobre o paradeiro do senador
Rumores sobre viagem de Flávio Bolsonaro movimentam Brasília: Casa Rosada nega entrada do senador e Polícia Federal monitora a entrega de passaportes
O site argentino “Infobae” noticiou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria saído do Brasil com destino à Argentina para seguir aos Estados Unidos em voo particular. De acordo com a publicação, o parlamentar atravessou a fronteira com a cédula de identidade para embarcar em Puerto Iguazú em um jato Gulfstream G400.
Até o momento, não existe registro formal de saída do político do território brasileiro. A Polícia Federal averigua os postos de migração e comunicará o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre o descumprimento do prazo judicial para entrega dos passaportes, que já estão cancelados.
Posicionamento do governo argentino
A Casa Rosada negou a entrada do parlamentar no país vizinho. Em nota oficial, o governo de Javier Milei informou que a Direção Nacional de Migrações não possui registros da presença de Flávio Bolsonaro em território argentino.
As autoridades locais realizaram inspeções no avião privado presente no Aeroporto Internacional de Iguaçu e verificaram que os documentos da empresa responsável estavam regulares. O plano de voo apresentado não incluía integrantes da família Bolsonaro.
Retenção de passaportes e investigações

A Polícia Federal intimou o senador para entregar os documentos de viagem comum e diplomático em até 24 horas. Segundo apuração do “UOL”, o prazo venceu no fim da manhã e os passaportes continuam em posse do congressista.
A decisão do ministro Alexandre de Moraes também proíbe o senador de manter contato com Willer Tomaz. Ambos são investigados por lavagem de dinheiro em conta conjunta no banco Santander. Tomaz foi alvo de mandados de busca e apreensão em agosto por suspeita de desviar verbas previdenciárias.
Repercussão entre aliados
O deputado cassado Eduardo Bolsonaro ironizou o relato em conversa com a colunista Mariana Sanches, do “UOL”, e classificou a alegação como mentirosa. Ao portal “Metrópoles”, o coordenador da campanha presidencial, senador Rogério Marinho (PL-RN), garantiu que o colega não deixou o Brasil. O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, não comentou o assunto.
Em gravação compartilhada nas redes sociais, Flávio Bolsonaro relatou ter recebido a notificação logo após visitar o pai, Jair Bolsonaro. O senador declarou que apresentaria os passaportes para se defender das acusações e rechaçou planos de se ausentar do país.