Rio
Força Municipal do Rio passa a usar câmeras corporais em ações nas ruas
Equipamento será obrigatório para agentes e promete mais transparência, produção de provas e controle de conduta
Agentes da Força Municipal de Segurança do Rio passaram a atuar com câmeras corporais obrigatórias durante as ações nas ruas. A medida foi regulamentada por uma resolução publicada no Diário Oficial do Município.
Desde o último domingo, os agentes já estão em operação e, agora, devem utilizar o equipamento em todas as atividades externas.
Segundo a regulamentação, o sistema vai registrar e armazenar todas as interações, inclusive eventuais descartes de imagens. O objetivo é garantir a rastreabilidade dos dados, identificando quem acessou ou manipulou os registros.
O secretário especial de Segurança Urbana do Rio, Brenno Carnevale, destacou a importância da medida para o trabalho dos agentes.
“Isso ajuda na produção de provas em eventual processo, em eventual inquérito e, obviamente, tem uma função também muito importante de prevenir desvios de conduta. A gente sabe que a transparência é fundamental, especialmente em ações de cunho policial.”
Armazenamento das imagens
As gravações feitas pelas câmeras terão prazos diferentes de armazenamento, de acordo com a gravidade da ocorrência:
- 2 anos: casos com morte, disparo de arma de fogo, prisão em flagrante ou investigação judicial
- 90 dias: ocorrências de rotina
Transparência e segurança
A discussão sobre o uso de câmeras corporais ganhou ainda mais força após casos recentes de violência, como o da médica Andréia Marina Dias, morta em Cascadura durante uma ação policial.
Com a presença de uma nova força armada nas ruas, cresce também a expectativa da população em relação à transparência e controle das abordagens.
Nas ruas do Rio, a opinião é praticamente unânime: moradores apoiam o uso das câmeras como forma de garantir mais segurança e comprovar possíveis excessos.
“Uma câmera é sempre bem-vinda para poder provar o que está acontecendo”, disse um dos entrevistados.
“É uma segurança a mais para a população”, afirmou outra moradora.
Para quem circula pelo Centro da cidade, a expectativa é de que a tecnologia ajude não só na fiscalização do trabalho dos agentes, mas também na proteção de todos os envolvidos nas ações.