Entretenimento
Galvão Bueno recebe indenização milionária da Amazon após acordo de rescisão antecipada
Apesar dos recordes de audiência, narrador teve o contrato encerrado após críticas nas redes e uma ordem vinda da chefia global da empresa
A Amazon pagou R$ 5 milhões a Galvão Bueno pela rescisão antecipada de seu contrato com o Prime Video. O vínculo, firmado no fim de 2024 e válido até dezembro de 2027, foi encerrado após um acordo concluído no fim de agosto.
O acerto financeiro ocorreu após pelo menos duas rodadas de negociação. A multa inicialmente prevista em contrato era de R$ 17 milhões. Galvão Bueno e sua equipe consideraram levar o caso à justiça, mas o narrador preferiu evitar uma disputa litigiosa.
Na primeira proposta, a Amazon ofereceu R$ 1 milhão para encerrar o vínculo. A equipe de Galvão recusou e apresentou uma contraproposta de R$ 7 milhões. Após uma nova rodada de conversas, as partes chegaram ao valor final de R$ 5 milhões.
Os motivos para o fim do contrato
Um dos argumentos da Amazon para justificar a rescisão foi a insatisfação com as críticas de torcedores nas redes sociais sobre as transmissões de Galvão Bueno no Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil.
Nos bastidores, a saída também esteve ligada a uma mudança no comando do setor de esportes da Amazon na América Latina. A área passou a responder diretamente ao escritório global do Prime Video, na Inglaterra, e a ordem para o encerramento do contrato teria partido da estrutura internacional.
A decisão surpreendeu a equipe esportiva da empresa, pois as transmissões de Galvão Bueno registravam números expressivos de audiência. O confronto entre Flamengo e Vasco, exibido com exclusividade em 2025, tornou-se o jogo mais assistido na história da plataforma.
Galvão Bueno foi contratado para ser uma das principais vozes do futebol brasileiro no serviço de streaming. O narrador, que comandou jogos por cerca de 18 meses, também era usado como estratégia para atrair assinantes para eventos esportivos ao vivo.