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Gilmar Mendes faz piada com a TV Globo e Fachin responde: ‘É improvável’

Corte avalia suposto elo do ministro com banqueiro; sessão teve brincadeira de Gilmar Mendes sobre a audiência da TV durante horário eleitoral

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Ministro Gilmar Mendes, de óculos, terno e toga, fala gesticulando em sessão do STF
Ministro Gilmar Mendes durante sessão do STF em que fez piada sobre a interrupção do julgamento para o horário eleitoral gratuito. Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Gilmar Mendes fez uma brincadeira durante a sessão extraordinária do Supremo Tribunal Federal (STF) desta terça-feira, 15, sobre a interrupção da transmissão do julgamento para o horário eleitoral gratuito. “Acho que o Ibope da Globo vai cair”, disse o ministro, sorrindo.

O comentário ocorreu depois que o ministro Flávio Dino apontou a proximidade das 13h, horário em que as transmissões nas rádios e televisões precisariam ser trocadas. O presidente da Corte, Edson Fachin, pediu que Gilmar encerrasse sua exposição, o que motivou a piada. Fachin respondeu que seria improvável.

Com a pausa, os ministros devem voltar a deliberar sobre o suposto elo entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Pela primeira vez na história da Corte, um ministro pode se tornar investigado.

O que está em análise?

O Plenário do STF avalia um relatório da Polícia Federal (PF), pedido por André Mendonça, que identificou o envio de 52 mensagens de Vorcaro para Moraes. As conversas teriam ocorrido entre 4 e 17 de novembro de 2025, antes da primeira prisão do banqueiro.

Entre os destaques do documento estão solicitações para que o ministro atuasse junto à cúpula da corporação e à Procuradoria-Geral da República. Vorcaro também fez questionamentos sobre o avanço da Operação “Compliance Zero”, que investigava negócios fraudulentos envolvendo o banco.

Nas mensagens, o ex-Master pergunta se deveria deixar o país para evitar a prisão e faz referências a delegados e procuradores envolvidos nas apurações. Como o conteúdo era enviado em formato de visualização única, a investigação acessou apenas o que foi encaminhado pelo banqueiro, sem recuperar as respostas de Moraes.

A sessão também discute o pedido de nulidade da apuração apresentado pela PGR e a possibilidade de abrir ou arquivar uma investigação contra o ministro. No início do mês, a Procuradoria se manifestou pela anulação da investigação, que havia sido solicitada por Mendonça quando era relator do caso.

Quem participa da sessão?

Participam da sessão o presidente da Corte, Edson Fachin, e os ministros André Mendonça, Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Nunes Marques.

Toffoli deverá se declarar impedido de julgar o caso, e Moraes não deverá participar da votação.