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Noroeste Fluminense

Interior do Estado registra quatro casos e um óbito por Febre Maculosa

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde disse que orientou profissionais de saúde desses locais, sobre os cuidados com a doença

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Carrapato em vegetação
(Carrapato em vegetação/Foto: Reprodução)

A Subsecretaria de Vigilância e Atenção Primária à Saúde do Estado foi notificada, nesta sexta-feira (23) sobre cinco casos de Febre Maculosa, na região Noroeste: 3 em Itaperuna, 1 em Porciúncula e 1 em Natividade.

Em um desses casos, o paciente não resistiu e acabou morrendo. Segundo a Secretaria Estadual de Saúde, é comum, neste período do ano, que os casos de febre maculosa apresentem alta entre os meses de setembro e outubro.

Ainda de acordo com o órgão, técnicos foram orientados a identificar os prováveis locais de infecção e realizar uma pesquisa no ambiente, para busca de vetores da doença. Além disto, a pasta realizou reuniões com as secretarias de saúde locais, com o objetivo de orientar os profissionais, no diagnóstico e tratamento oportunos da doença.

A Febre Maculosa Brasileira é uma doença infecciosa febril aguda, caracterizada por início abrupto, com febre alta, dor de cabeça, mialgia e prostração, podendo ser seguida de manchas e feridas na pele. O vírus é transmitido aos seres humanos principalmente por carrapatos, especialmente aqueles presentes em bois e cavalos.

Medidas Gerais de Proteção contra a Febre Maculosa:

• A principal medida preventiva consiste em evitar contato com carrapatos.
• Sinalizar (colocar placas ou cartazes com medidas de proteção) as áreas consideradas como de transmissão para a febre maculosa;
• Evitar caminhar, sentar e deitar em gramados e em áreas de conhecida infestação de carrapatos durante atividades de lazer como piqueniques, pescarias, etc.;
• Quando for inevitável o acesso a essas áreas de possível infestação, é recomendável que seja realizada uma vistoria no corpo, em busca de carrapatos, em intervalos de 3 horas. A retirada dos carrapatos diminui o risco de contrair a doença;
• Utilizar barreiras físicas, como calças compridas, com a parte inferior por dentro de botas ou meias grossas; utilizar roupas claras para facilitar a visualização e retirada dos carrapatos. Estas são algumas medidas práticas e simples para prevenção quando se frequenta ambientes favoráveis à presença desses ectoparasitas;
• Os carrapatos devem ser retirados com leves torções e com auxílio de pinça, evitando contato com as unhas e o seu esmagamento. Descartá-los em álcool. As formas jovens desses animais, por serem muito pequenas e de difícil visualização, tendem a permanecer mais tempo aderidas ao corpo, facilitando a transmissão da bactéria responsável pela ocorrência da doença;
• O uso de equipamentos de proteção individual para atividades ocupacionais como capina e limpeza de pastos também é importante. Além disso, é recomendado o uso de repelentes à base de uma substância chamada Icaridina, conforme orientações de profissional médico veterinário e na bula do produto;
• Além dos cuidados de aspecto individual, também é importante providenciar a utilização periódica de carrapaticidas em cães, cavalos e bois, conforme recomendações do profissional médico veterinário, evitando que animais tão presentes no cotidiano das pessoas fiquem infestados;
• Realizar limpeza e capina periódica de lotes não construídos e de áreas públicas com cobertura vegetal;
• Manter vidros e portas fechados em veículos de transporte nas áreas com risco de infestação por carrapatos.

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