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Brasil

Letalidade em grávidas por Covid-19 cresce, mas a vacinação segue lenta

Demora para a imunização pode ser causada pela exigência de atestado e medo de efeitos adversos

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Vacinação de grávidas é lenta (Foto:Reprodução)
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Vacinação de grávidas é lenta (Foto:Reprodução)

Segundo dados do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19, desde o começo da pandemia, 11.390 gestantes tiveram diagnóstico de Covid-19 no Brasil e 950 vieram a óbito, sendo 8,3%.

A situação piorou neste ano: em 2021, dos 5.943 casos entre grávidas, 667 morreram, ou seja, 11,2%. Apesar da taxa de letalidade ser muito superior à da população geral (2,8%), elas ainda não estão sendo vacinadas como deveriam. O patamar de vacinação desse grupo está em apenas 8%, segundo dados do Localiza SUS.

A baixa imunização das grávidas deixa especialistas em alerta. Há diversas causas para a não adesão à vacinação. A primeira é que, até agora, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) mantém a recomendação de que apenas aquelas com comorbidades sejam imunizadas.

Mesmo a vacinação desse grupo enfrenta dificuldades, visto que é preciso levar um atestado e nem todas as mulheres têm facilidade em obter esse comprovante.

Outro aspecto apontado pelos especialistas para a baixa vacinação é o medo. Como os testes de fase 3 não contemplavam grávidas, demorou um pouco até haver embasamento científico que garantisse a segurança.

 

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