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Levantamento do IBGE aponta que uniões estáveis já superam os de casamento no Brasil

A reportagem da Super Rádio Tupi conversou com uma especilista que explicou a diferença entre os dois termos

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Contrato de namoro ou união estável? Especialista explica a diferença (Foto: Divulgação)
Contrato de namoro ou união estável? Especialista explica a diferença (Foto: Divulgação)

As chamadas uniões consensuais se tornaram a forma de convivência mais frequente entre os casais brasileiros, superando, pela primeira vez, os casamentos civis e religiosos, segundo dados do IBGE.

Mas a grande maioria dos casais em união estável ainda desconhece os direitos que a legislação garante, e corre o risco de perdê-los por falta de documentação adequada.

A advogada especialista em direito de família, Cátia Vita, explica o que é a união estável.

“Atualmente, muitos casais optam por morar juntos, dividir a rotina, os projetos e as responsabilidades sem, necessariamente, formalizar a união por meio do casamento. Em muitos casos, fatores como os custos da cerimônia e da festa influenciam essa decisão. Por isso, alguns preferem conviver antes de oficializar a relação. Outro aspecto importante é a mudança de comportamento das novas gerações, que valorizam mais a autonomia individual e tendem a construir os relacionamentos de forma gradual, sem a pressa de formalizar o compromisso”.

A legislação exige a comprovação de uma convivência pública, contínua e duradoura, com intenção de constituir família.

O contrato de namoro é outra prática que cresceu nos Cartórios de Notas do país. Ele é utilizado para formalizar a intenção de um casal de manter uma relação afetiva sem constituir união estável.

Desde a criação do instrumento, em 2016, houve um crescimento de mais de 800%, atingindo o recorde histórico em 2025 com 241 contratos registrados.

O contrato pode ser formalizado presencialmente em qualquer Cartório de Notas ou de forma eletrônica por meio da plataforma e-Notariado.

O Censo de 2026 da Associação Brasileira da Indústria e Profissionais do Entretenimento Adulto também revelou que quase metade das empresas do setor foi criada nos últimos cinco anos, entre 2021 e 2026, o que representa um aumento expressivo no número de lojas de sex shop em todo o país.

A pesquisa ouviu 1.271 profissionais de todo o Brasil.