Botafogo

Lugar de Mulher é onde ela quiser, inclusive nos estádios

No dia Internacional da Mulher, a Super Rádio Tupi mostra os preconceitos enfrentados por quem ama o futebol

Por: Jéssica Duarte
Foto: Divulgação/ Ricardo Stuckert/ CBF

O futebol vem abrindo espaço para as mulheres nos últimos anos. O que antes era algo inadmissível pela sociedade, hoje já tem a maior parte de aceitação. Apesar disso, muitas mulheres ainda sofrem com assédio e comentários fajutos em relação a sua paixão pelo esporte. Raíssa Ismério, torcedora do Vasco da Gama, contou a reportagem da Super Rádio Tupi o que já passou só por ser mulher e frequentar os estádios de futebol. Além disso, a jovem ressaltou que as mulheres precisam ser respeitadas.

“Minha paixão pelo Vasco começou através da minha mãe e dos meus padrinhos que me levaram ao meu primeiro jogo em São Januário. Nesse meio tempo já ouvi muita gracinha do tipo: ‘você não sabe nem a escalação do seu time’, ‘é muito feio uma mulher ser fanática assim igual você’. Mas vão ter que aturar mulher na arquibancada sim. Cada vez mais estamos crescendo e mostrando que nós temos os mesmos direitos de homens. Precisamos ser respeitadas da mesma forma”, contou Raíssa Ismério.

Larissa Santos, torcedora do Fluminense, afirmou que já sofreu muitos preconceitos por conta do machismo. A jovem de 18 anos frequenta todos os jogos do Tricolor e acredita que com o passar dos anos o crescimento das mulheres nas arquibancadas será abundante.

“Eu fico muito feliz com o crescimento das mulheres na arquibancada. Todo dia sofremos uma luta diária com o machismo. Dentro dos estádios somos rodeadas de homens que se acham superiores e duvidam do nosso amor pelo clube”, afirmou Larissa Santos.

 “Mas você sabe o que é impedimento?” essa é uma frase comum que toda mulher escuta ao se envolver com o futebol. Infelizmente, muitas ainda escutam esses tipos de constatações quando afirmam ter um time do coração. Larissa Santos faz parte de um movimento feminino que tem como objetivo levar cada vez mais mulheres para os estádios. Ela contou que a ação vem crescendo dia após dia.

“Faço parte de um movimento feminino na arquibancada que tem o objetivo de atrair o maior número de mulheres para os jogos. Espero que continue crescendo sempre e que todos aprendam a nos respeitar porque sabemos o que é um impedimento”, ressaltou a torcedora do Fluminense.

Dulce Rosalina foi a primeira mulher a assumir a presidência de uma Torcida Organizada. Em 1956, Dulce assumiu o cargo na “Torcida Organizada do Vasco (TOV)”. Hoje em dia, muitas são presididas por mulheres. Nádia Gleice faz parte da “Embaixada Fla Rio”, do Flamengo. A torcedora Rubro-Negra contou como funciona a torcida e o que a motivou a fazer parte.

“Meu marido fez o cadastro do nosso consulado e junto a ele e um amigo começamos a tocar o projeto. Hoje somos a embaixada Fla Rio. O projeto realiza ações sociais ao longo do ano inteiro, tais como campanha do agasalho, doação de sangue, natal solidário, entre outras. O intuito é mostrar que torcedores não são marginais e que a boa união transforma. Dentro do projeto captamos sócios torcedores, levamos meninos para fazer testes e muitas outras coisas excelentes acontecem”, contou Nádia.

Apesar do machismo impregnado na sociedade ainda nos dias atuais, as mulheres vêm ganhando forças nas arquibancadas e buscando seu espaço dentro do esporte. Até porque, lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive nos estádios. A Super Rádio Tupi espera que o preconceito seja deixado de lado e a voz feminina ecoe em São Januário, Maracanã, Nilton Santos, Santiago Bernabéu, Camp Nou, e em todos os estádios do mundo.

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