Brasil
Março Lilás reforça alerta para prevenção do câncer de colo do útero no Brasil
Março Lilás reforça importância do diagnóstico precoce e da vacinação contra o HPV
O Dia de Conscientização sobre o Câncer do Colo do Útero, celebrado nesta quinta-feira, reforça o alerta para a prevenção de uma das doenças que mais mata mulheres no Brasil. A mobilização integra a campanha Março Lilás, que busca ampliar a informação e reduzir os índices de mortalidade.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de colo do útero é o terceiro mais comum entre mulheres e a quarta maior causa de morte por câncer no país.
HPV é o principal causador
A doença está diretamente associada à infecção pelo papilomavírus humano (HPV), transmitido principalmente por relações sexuais desprotegidas.
Durante o mês, instituições de saúde intensificam campanhas de conscientização, destacando também a importância da prevenção contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).
Diagnóstico precoce aumenta chances de cura
A ginecologista obstetra Regina Celi destaca que a identificação precoce da doença é fundamental para o tratamento.
“Hoje, nós sabemos que a principal causa do câncer de colo de útero é o HPV oncogênico, normalmente os subtipos 16 e 18. E a principal importância na detecção precoce da doença é a cura”, explica.
“Como é uma doença lenta e você faz prevenção com exames, a principal importância é a cura”, reforça.
Exames e vacina são principais formas de prevenção
Entre as principais formas de prevenção está o exame de Papanicolau, que deve ser feito regularmente por mulheres após o início da vida sexual. O exame permite identificar alterações nas células antes que evoluam para o câncer.
Outra medida essencial é a vacinação contra o HPV. O Ministério da Saúde atualizou o esquema vacinal no Brasil para dose única, disponível gratuitamente no SUS para meninos e meninas de 9 a 14 anos.
Também há campanhas de resgate para jovens de 15 a 19 anos que não se vacinaram na idade recomendada. Já para grupos específicos, como pessoas vivendo com HIV, transplantados e pacientes com câncer, o esquema continua sendo de três doses.