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McLaren dispara contra tecnologia da F1 2026: “Computador decide o grid”
Lando Norris e Oscar Piastri afirmam que o novo sistema de gerenciamento de energia reduz a influência dos pilotos e pode mudar o resultado das classificações
A McLaren critica tecnologia da F1 2026 e levantou um debate que promete movimentar os bastidores da categoria. Após as primeiras experiências com o novo regulamento técnico, Lando Norris e Oscar Piastri demonstraram preocupação com o sistema eletrônico de gerenciamento de energia, que, segundo eles, pode ter mais influência do que o próprio piloto durante uma volta rápida.
Tecnologia em xeque
As mudanças introduzidas para a temporada de 2026 transformaram a forma como os carros utilizam a energia elétrica. Agora, um software administra automaticamente parte da potência disponível ao longo da volta. No entanto, essa novidade tem desagradado alguns competidores, que acreditam que pequenas diferenças na pilotagem podem fazer o sistema reagir de maneiras completamente distintas.
De acordo com o chefe da equipe, Andrea Stella, basta uma leve alteração na trajetória ou no momento da frenagem para que o gerenciamento eletrônico mude a distribuição de energia. Como resultado, o desempenho do carro pode variar significativamente, mesmo quando o piloto executa voltas praticamente idênticas.
Norris e Piastri não escondem a preocupação
Lando Norris foi direto ao comentar o assunto. Para o britânico, há momentos em que parece ser o computador quem define o desempenho do carro, e não o talento do piloto. Além disso, ele destacou que essa característica diminui a previsibilidade durante as voltas decisivas da classificação.
Oscar Piastri compartilha da mesma visão. O australiano acredita que a Fórmula 1 sempre teve como essência a capacidade do piloto de extrair o máximo do equipamento. Por isso, ele considera que qualquer tecnologia capaz de reduzir essa influência merece uma análise cuidadosa por parte da categoria.
Novo regulamento divide opiniões
As críticas acontecem justamente na primeira temporada do novo regulamento técnico, que trouxe motores mais eficientes, maior utilização da energia elétrica e soluções voltadas à sustentabilidade. Apesar disso, algumas equipes ainda buscam compreender o comportamento dos novos sistemas e os impactos reais na competitividade.
Enquanto a FIA acompanha de perto a adaptação das equipes, o debate ganha força dentro do paddock. Se as reclamações aumentarem ao longo da temporada, a entidade poderá discutir ajustes futuros para garantir que a tecnologia continue sendo uma aliada do espetáculo, sem tirar dos pilotos o protagonismo que sempre marcou a Fórmula 1.