Rio
Mesmo com cancelamento de reajuste, passageiros criticam o serviço do metrô
A reportagem da Super Rádio Tupi foi às ruas e ouviu os passageirosDepois da polêmica com a tarifa do metrô do Rio de Janeiro, o governador Cláudio Castro anunciou o cancelamento do reajuste da passagem do transporte, que estava previsto para abril. Para manter a tarifa em R$ 7,90 ao longo deste ano, o Estado vai destinar R$ 37 milhões em recursos públicos. A tarifa social, no valor de R$ 5, também será renovada.
A decisão foi divulgada nas redes sociais dias após a concessionária informar que a passagem subiria para R$ 8,20 a partir do dia 12 de abril — aumento de R$ 0,30, equivalente a 3,8%.
Em nota, a concessionária MetrôRio afirmou que o reajuste anual está previsto em contrato e é calculado com base no IPCA, considerado a inflação oficial do país. A empresa argumenta que, embora a tarifa seja a mais alta do país, a chamada “tarifa regulatória” é a menor do Brasil, devido ao baixo volume de subsídios estaduais.
O reajuste anunciado para abril seria o segundo aumento da tarifa do metrô no período de um ano. Em 12 de abril do passado a passagem do transporte passou de R$ 7,50 para R$ 7,90 – tarifa atual. Trabalhadores com direito à Tarifa Social pagam, atualmente, cinco reais pela viagem, utilizando o Bilhete Único. Mas apesar da tarifa, usuários têm muitas reclamações.
A reportagem da Super Rádio Tupi foi às ruas para conversar com alguns usuários que pegam o metrô todos os dias. A maioria considera o valor da tarifa alto, mas afirmam que o serviço compensa.
“Eu prefiro usar o metrô em vez do trem. Moro em Bangu e, muitas vezes, pego um Uber até a estação Coelho Neto para seguir de metrô, porque considero o serviço muito melhor. Sobre a tarifa, está quase no preço de um lanche — se vier com batata e refrigerante, até compensa. Ainda assim, acho que ficou um pouco cara”, afirmou uma passageira que optou por não se identificar.
O que diz a SETRAM?
Em nota, a Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana afirma que estuda a viabilidade de uma tarifa com menor impacto para os usuários do metrô, considerando as restrições orçamentárias de 2026.
