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Michelle Bolsonaro recebe alta após internação por enxaqueca refratária

Ex-primeira-dama foi internada com dores intensas e passou por procedimento para aliviar o quadro; técnica é parecida com a de Bolsonaro

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Especialistas da saúde discutem a complexidade de condições como a enxaqueca refratária e seus tratamentos. Foto: Reprodução

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recebeu alta hospitalar na tarde desta quarta-feira (23). Ela estava internada no Hospital DF Star, em Brasília, desde a noite de terça-feira (22) para tratar uma crise de enxaqueca refratária.

Pelas redes sociais, Michelle celebrou a saída da unidade de saúde. Ela agradeceu pelas orações e mensagens de carinho que recebeu, afirmando estar “de alta, graças ao meu bom Deus”.

Entenda o tratamento

De acordo com o médico Brasil Caiado, o estado de saúde da candidata ao Senado apresentou uma piora acentuada desde o último domingo. Para conter as dores intensas, a equipe optou por realizar um bloqueio anestésico na noite de terça-feira.

O procedimento envolve a aplicação de um anestésico local, que pode ser acompanhado de corticoides, diretamente na região do nervo afetado. A técnica busca diminuir a sensibilidade e aliviar inflamações nos tecidos próximos.

No caso da enxaqueca refratária, essa intervenção é necessária porque as dores não respondem aos remédios e terapias tradicionais. Após o procedimento, Michelle passou o período seguinte sem novas queixas, o que permitiu seu retorno para casa.

Histórico de saúde

Esta não é a primeira vez que a ex-primeira-dama enfrenta o problema durante o período eleitoral. No começo de agosto, Michelle já havia sido internada pela mesma condição, o que a impediu de participar de comícios e eventos de sua campanha ao Senado.

Naquela ocasião, ela também precisou passar pelo bloqueio nervoso. A técnica utilizada em seu tratamento guarda semelhanças com o procedimento feito pelo ex-presidente Jair Bolsonaro no fim do ano passado.

Em dezembro, ele foi submetido a um bloqueio no nervo frênico, localizado na região do pescoço, para tratar crises severas de soluço. A intervenção no ex-presidente ocorreu em duas etapas, atingindo os lados direito e esquerdo do nervo para estabilizar a resposta que causava o desconforto.