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MPRJ recorre de perdão judicial a Monique Medeiros no caso Henry Borel

Decisão da juíza Elizabeth Machado Louro, que beneficiou Monique, é alvo de recurso do órgão

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Fotos: BRUNNO DANTAS/TJRJ 03-06-2026

O Ministério Público do Rio de Janeiro recorreu da sentença que concedeu perdão judicial a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, assassinado em 8 de março de 2021, quando tinha 5 anos. O recurso foi protocolado na madrugada de quinta-feira (4), logo após o encerramento do júri.

O ponto central da contestação é a alteração da tipificação do crime atribuído a Monique durante a votação. Segundo o MPRJ, a mudança de homicídio doloso para homicídio culposo ocorreu depois que os jurados já haviam encerrado a votação e pode ter interferido no resultado sobre a responsabilidade dela pela morte do filho. A defesa de Monique informou que ainda não teve acesso ao recurso.

Perdão judicial e saída da prisão

A juíza Elizabeth Machado Louro, do 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, reconheceu o crime e a autoria, mas optou por não aplicar pena. Ao anunciar a sentença, afirmou que Monique “já sofreu um castigo severo o suficiente” pelos cinco anos de julgamentos. No perdão judicial, as consequências sofridas pelo próprio autor são consideradas punição suficiente. Monique deixou a prisão na tarde de quinta-feira.

Jairinho condenado a mais de 43 anos

O ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, foi declarado culpado por homicídio duplamente qualificado, tortura e coação no curso do processo. A pena fixada foi de 43 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão em regime fechado, além de R$ 400 mil em indenização por danos morais ao pai de Henry, Leniel Borel. O julgamento durou dez dias e é considerado o júri mais longo da história recente do Rio.