Mudança brusca no tempo provoca dor de cabeça em 50% dos enxaquecosos, e o gatilho real está no ar que respiramos: veja como se proteger - Super Rádio Tupi
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Saúde

Mudança brusca no tempo provoca dor de cabeça em 50% dos enxaquecosos, e o gatilho real está no ar que respiramos: veja como se proteger

Condição é chamada de cefaleia barométrica; saiba o que acontece com o organismo quando a pressão atmosférica cai drasticamente

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Homem barbudo de camiseta marrom, olhos fechados, segurando as têmporas com as mãos
Créditos: depositphotos.com / TriangleProd

Se a sua cabeça pareceu pesar mais com a chegada das nuvens carregadas nos últimos dias, a sensação não é imaginária. Na verdade, o mal-estar relatado por muitas pessoas tem uma explicação física clara, ligada à mudança na pressão do ar.

Essa condição, conhecida como cefaleia barométrica ou “dor de cabeça do tempo”, afeta principalmente quem já sofre de enxaqueca. Além disso, estudos indicam que até 50% dessas pessoas identificam mudanças climáticas como um gatilho para crises. Nesse sentido, a ciência por trás do fenômeno é mais simples do que parece.

O que a pressão do ar tem a ver com a dor?

Antes de uma tempestade, a pressão atmosférica tende a cair bruscamente. Com isso, pode ocorrer um desequilíbrio entre a pressão do ar externo e a pressão dentro de nossas cavidades internas, como os seios paranasais e o ouvido médio.

Segundo especialistas, essa diferença de pressão pode irritar nervos sensíveis, como o trigêmeo — um dos principais responsáveis pelas dores de cabeça e enxaquecas. Como consequência, o corpo pode perceber essa alteração como um gatilho, iniciando uma resposta que resulta na dor latejante.

Essa dor de cabeça é perigosa?

Em geral, não. Não se trata de uma nova doença ou, necessariamente, de um sintoma de algo mais grave. Por isso, é fundamental esclarecer que essa dor de cabeça não representa, por si só, um perigo iminente para a saúde.

Na prática, a mudança no tempo funciona como um gatilho para uma condição que a pessoa já possui, como a enxaqueca crônica. Por outro lado, quem não tem esse histórico pode sentir uma pressão leve na cabeça ou nas têmporas, mas raramente evolui para uma crise incapacitante.

Portanto, boatos sobre riscos cardíacos ou neurológicos associados especificamente a esse fenômeno não devem ser tratados como regra.

E a sensação de tontura, de onde vem?

A tontura e a vertigem também podem estar relacionadas às mudanças de pressão. Isso acontece porque o nosso sistema de equilíbrio, localizado no ouvido interno, é sensível a variações de pressão.

Quando isso ocorre, o fluido dentro dos canais do labirinto pode sofrer alterações, enviando sinais diferentes ao cérebro sobre nossa posição no espaço. Como resultado, surge aquela sensação de instabilidade ou de que o ambiente está girando, especialmente em quem já tem alguma predisposição a problemas vestibulares.

Como aliviar os sintomas em dias de temporal?

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, a melhor estratégia é a prevenção. Por isso, se você já sabe que é sensível, acompanhe a previsão do tempo. Ao notar, por exemplo, a aproximação de uma frente fria ou chuva forte, reforce cuidados básicos.

Além da hidratação, evite outros gatilhos conhecidos para suas crises, como cafeína em excesso ou longos períodos de jejum. Se possível, também descanse em um ambiente com pouca luz e ruído até que o tempo se estabilize.

Em resumo, se a previsão anuncia chuva forte, quem tem sensibilidade já pode reforçar os cuidados com a hidratação e o descanso.