Rio
Operação de combate à violência contra a mulher prende mais de 100 pessoas no Rio
Ação da Polícia Civil reúne delegacias especializadas e ocorre no mês do Dia Internacional da Mulher; crimes investigados incluem agressões físicas, psicológicas, sexuais e patrimoniais
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro realizou uma operação especial de combate à violência contra a mulher em todo o estado e já prendeu 114 pessoas investigadas por crimes de violência de gênero. A ação acontece no mês em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher e é coordenada pelo Departamento Geral de Polícia de Atendimento à Mulher, com a participação de agentes das delegacias de atendimento à mulher e de outras unidades da corporação.
As investigações envolvem casos de agressões físicas, psicológicas, morais, sexuais e patrimoniais. Segundo a delegada Mônica Areal, da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de Nova Iguaçu, é importante entender a diferença entre homicídio doloso de mulher e feminicídio para a correta apuração dos crimes.
“O feminicídio ocorre quando uma mulher é morta em razão de relações de afetividade, ou seja, quando é o marido, o ex-marido, companheiro, a companheira, o pai, o irmão… Tem que haver uma relação íntima de afeto”, explicou.
A delegada deu um exemplo para diferenciar as situações.
“Se por acaso uma mulher é morta numa briga de trânsito por alguém que ela nem conhece, isso não seria feminicídio. Seria um homicídio, porque ela não tem relacionamento nenhum com esse autor”, afirmou.
De acordo com Mônica Areal, a distinção também interfere na forma de investigação dos casos.
“A polícia precisa investigá-los de uma forma diferente. Já no feminicídio, esse autor é muito perigoso, porque ele conhece tudo da vítima”, disse.
As equipes da Polícia Civil seguem mobilizadas para localizar outros suspeitos e também realizam ações de conscientização sobre a importância da denúncia. Vítimas de violência podem procurar uma delegacia, acionar a Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar ou buscar ajuda pelo telefone 180.
Durante todo o mês de março, novas iniciativas de prevenção e combate à violência contra a mulher estão sendo realizadas no estado. A comunicadora Cidinha Campos destacou a importância de ampliar o respeito e o espaço das mulheres na sociedade.
“O que a mulher precisa ganhar é o mais óbvio: emprego, respeito e espaço de comando. A mulher precisa ser ouvida. A mulher ainda sofre uma discriminação desgraçada. É preciso que esse dia se vire para as necessidades autênticas da mulher”, afirmou.
Vítimas de violência podem procurar uma delegacia, acionar a Patrulha Maria da Penha da Polícia Militar ou buscar ajuda pelo telefone 180.