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Operários encontram cofre com 49 barras e 4 mil moedas de ouro em reforma; regra local pode impedir que eles fiquem com a fortuna de € 9 milhões
Descoberta aconteceu durante obras em uma antiga cervejaria; estudante que achou o tesouro revela como o objeto estava escondido no porão
Dois operários encontraram um cofre com 49 barras e 4 mil moedas de ouro avaliadas em € 9 milhões na cidade de Dendermonde, na Bélgica. A descoberta ocorreu em 10 de agosto durante a reforma de um edifício que funcionava como uma cervejaria.
O imóvel, que pertence à organização de bem-estar social CAW Oost-Vlaanderen, passava por obras no porão. Kobe Phillips, um estudante de 18 anos que trabalhava no local durante o verão, foi o primeiro a notar algo incomum.
“Pensei que eram moedas de um euro, alinhadas em fila. Fomos desenterrando e então vimos um pequeno lingote preso à nossa ferramenta de escavação. Aí entendemos que era algo maior”, afirmou Phillips.
Os trabalhadores notificaram o proprietário do edifício, que acionou a polícia local. Patrick Feys, chefe do distrito policial de Dendermonde, confirmou que o material foi apreendido e levado para um cofre do governo federal.
A polícia publicou imagens que mostravam um balde metálico cheio de moedas e uma mesa coberta com os lingotes. As autoridades também alertaram que o terreno está cercado, possui poços perigosos e que todo o ouro já foi retirado.
A origem do tesouro
A procedência do ouro ainda é um mistério. Um porta-voz da CAW Oost-Vlaanderen levantou a hipótese de que a descoberta possa estar ligada a alguma atividade fraudulenta. A equipe de construção encontrou o cofre enterrado a poucos centímetros do solo enquanto instalava novas tubulações de esgoto.
Um historiador local sugeriu que o tesouro pode ter sido escondido durante a Grande Depressão, nos anos 1930, quando vários bancos belgas faliram e cidadãos guardaram suas economias fora do sistema financeiro.
O que diz a lei belga
Pela lei civil da Bélgica, o proprietário legítimo do tesouro tem um prazo de cinco anos para se apresentar e reivindicar os bens. Caso ninguém apareça e não seja comprovada uma origem criminosa, o achado será dividido entre os operários e o dono do imóvel.
Nesse cenário, a CAW Oost-Vlaanderen receberia uma parte do valor e declarou que usaria os fundos para ampliar seu trabalho social. Por enquanto, a investigação segue em andamento e o ouro permanece sob custódia do Estado.