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Pai de acusado de estupro coletivo em Copacabana perde cargo no governo
Dois acusados se entregaram à polícia; outros dois seguem foragidos após habeas corpus negadoSubsecretário de Desenvolvimento Social do Rio de Janeiro, José Carlos Simonin foi exonerado nesta terça-feira (3) após seu filho, Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, tornar-se réu por participação em um estupro coletivo contra uma jovem de 17 anos em Copacabana.
Confira a nota oficial: “A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos informa que o subsecretário José Carlos Simonin será exonerado nesta terça-feira, 3 de março. A medida foi adotada no âmbito administrativo, visando resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados. As investigações seguem sob responsabilidade das autoridades competentes.
A Pasta reafirma seu compromisso com a dignidade humana e a preservação da vida“.
Dois suspeitos presos, dois seguem foragidos
No mesmo dia, dois dos quatro acusados se entregaram à polícia. Mattheus Verissimo Zoel Martins e João Gabriel Xavier Bertho se apresentaram acompanhados de advogados. Vitor Hugo e Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18 anos, seguem foragidos.
Os quatro acusados são maiores de idade e já viraram réus. Eles tentaram suspender as prisões, mas o desembargador Luiz Noronha Dantas negou o pedido de habeas corpus.
O crime teria ocorrido na noite de 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana pertencente a um familiar de um dos indiciados. Se condenados, os suspeitos podem pegar até 20 anos de reclusão.

Segunda vítima relata crime há três anos
O caso ganhou um novo desdobramento com uma segunda denúncia. Uma jovem procurou a polícia e afirmou ter sido vítima de pelo menos três dos envolvidos no estupro coletivo, em um episódio ocorrido há três anos, quando ela tinha 14 anos.
Segundo a polícia, ela se apresentou após o delegado Angelo Lages pedir publicamente que outras possíveis vítimas se manifestassem. A adolescente disse que mantinha um relacionamento com o menor investigado e que foi convidada por ele a ir ao apartamento de Mattheus, que na época tinha 17 anos.
Ela relatou ter sido levada de carro por aplicativo até o imóvel, onde teria sido coagida a entrar. Dentro da residência, afirmou ter sido forçada a manter relações sexuais com Mattheus e outros dois rapazes, todos menores à época.