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Pais que protegem demais os filhos estão criando adultos inseguros e sem autonomia, alerta psicóloga especialista em terapia cognitivo-comportamental

Resolver todos os conflitos pelos filhos transmite mensagem de incapacidade; entenda os sinais de superproteção

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Criança loira chorando e cobrindo os olhos; adulto estende a mão com objeto.
A superproteção infantil impede o desenvolvimento da resiliência e da tolerância à frustração, habilidades essenciais para a vida adulta. Créditos: depositphotos.com / zoteva87

O impulso de blindar os filhos contra qualquer frustração é um instinto parental poderoso. O paradoxo, alertam especialistas em desenvolvimento humano, é que essa proteção excessiva pode estar minando justamente as ferramentas que eles mais precisarão na vida adulta: autonomia, resiliência e a capacidade de resolver problemas.

Esse comportamento, conhecido como superproteção, cria uma redoma que, embora pareça segura, impede que crianças e adolescentes vivenciem experiências cruciais de aprendizado.

Qual é o risco real de proteger demais?

Quando os pais resolvem todos os conflitos, fazem os trabalhos escolares ou evitam que o filho enfrente qualquer consequência por seus atos, a mensagem implícita é de incapacidade. “A criança não desenvolve a autoconfiança para lidar com adversidades, pois nunca teve a chance de tentar e, principalmente, de errar em um ambiente seguro”, explica Carolina Bastos, psicóloga com foco em desenvolvimento infanto-juvenil e especialista em terapia cognitivo-comportamental. Segundo ela, a consequência direta é a formação de adultos inseguros, com baixa tolerância à frustração e que podem paralisar diante do primeiro grande desafio profissional ou pessoal.

Como saber se estou sendo um pai “helicóptero”?

Identificar a superproteção é o primeiro passo. Alguns sinais são claros: monitorar excessivamente as amizades e atividades, intervir em qualquer pequena briga entre irmãos ou colegas, e assumir responsabilidades que já seriam adequadas para a idade da criança, como arrumar a própria mochila.

Fazer constantemente perguntas como “você tem certeza de que consegue?” ou tomar decisões importantes pela vida do adolescente sem consultá-lo também são fortes indicativos desse padrão.

Como encontrar um ponto de equilíbrio saudável?

A mudança não é abandonar, mas sim recalibrar o papel de pai e mãe. O objetivo é migrar da função de protetor para a de mentor. Isso significa permitir que eles cometam erros de baixo impacto e usar essas ocasiões como oportunidades de ensino sobre responsabilidade e consequências.

Delegue tarefas, encoraje a tomada de pequenas decisões e, acima de tudo, valide seus sentimentos diante de uma falha, mas sem resgatá-los imediatamente. Permitir que seus filhos enfrentem pequenos desafios hoje é o que constrói a força para que superem os grandes amanhã.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.