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PF investiga possível fuga de Flávio Bolsonaro após site argentino relatar viagem de jatinho; aliados negam

Monitoramento nas fronteiras e análise de voos buscam esclarecer relato do Infobae sobre suposta viagem do senador aos Estados Unidos; aliados negam

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PF rastreia fronteiras após rumor sobre saída de Flávio Bolsonaro do país. Foto: Divulgação/Charles Vieira

A Polícia Federal iniciou um monitoramento nos postos de fronteira do Brasil para checar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou para o exterior. Até o momento, as verificações indicam que o parlamentar não passou pelas vias oficiais rumo à Argentina, e os agentes também analisam a movimentação de voos entre os dois países.

Fontes oficiais do governo argentino foram consultadas e informaram que não existe registro de entrada do parlamentar no país vizinho. A mesma posição foi manifestada pelo porta-voz do presidente Javier Milei, conforme divulgado pela agência Bloomberg.

O que dizem os relatos sobre a suposta viagem?

A apuração começou após o portal de notícias argentino Infobae publicar que Flávio teria entrado na Argentina utilizando a carteira de identidade. De acordo com o site, o senador embarcaria na cidade de Puerto Iguazú em um jatinho particular com destino aos Estados Unidos.

A aeronave citada na reportagem de fato partiu da capital Buenos Aires às 22h14 da última segunda-feira (26) e pousou em Puerto Iguazú às 23h45, momento em que deixou de ser captada pelos radares.

Aliados contestam essa versão. O senador Rogério Marinho, que coordenou a campanha eleitoral de Flávio, rebateu a notícia de fuga. “Não saiu”, afirmou ele à coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles.

Por que o senador está proibido de viajar?

Polícia Federal monitora fronteiras e voos após notícia sobre Flávio Bolsonaro. Foto: Reprodução/TV Globo

A fiscalização ocorre após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar o cancelamento de todos os passaportes de Flávio e vetar sua saída do território nacional. A decisão ocorreu logo após o senador ser derrotado na eleição presidencial por Luiz Inácio Lula da Silva.

Notificado pela Polícia Federal na manhã de segunda-feira (26), o senador recebeu o prazo de 24 horas para entregar suas cadernetas comum e diplomática, além de qualquer documento de viagem internacional emitido por outros países. Moraes também proibiu Flávio de falar com o advogado Willer Tomaz, alvo de apuração por lavagem de dinheiro, impedindo o diálogo “por qualquer meio, direto ou por interposta pessoa”.

Em gravação compartilhada nas redes sociais, Flávio afirmou que a retenção dos documentos foi provocada por uma fala de seu irmão Eduardo Bolsonaro. Dias antes do pleito, o ex-deputado havia dito publicamente que o senador deveria abandonar o Brasil caso perdesse a disputa eleitoral.

Imigração afirma não ter registro de entrada de Flávio

As autoridades de fronteira da Argentina desmentiram nesta terça-feira (27/10) o ingresso do senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL) em território nacional. O esclarecimento rebate informações veiculadas pelo portal argentino Infobae, que havia reportado que o parlamentar viajara em um jato privado na noite anterior (26/10) com destino ao país vizinho, de onde supostamente seguiria viagem para os Estados Unidos.

Em comunicado oficial, a Direção Nacional de Migração afirmou que “não possui registro da entrada de Flávio Bolsonaro na República Argentina”. O órgão explicou ainda que mobilizou inspeções sobre a aeronave e os tripulantes no Aeroporto Internacional de Iguaçu em razão da repercussão provocada pela imprensa sobre o caso.