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Quem era Oscar Schmidt, ídolo eterno do basquete que morreu aos 68 anos
Lenda do basquete mundial, o "Mão Santa" tinha 68 anos e foi o maior cestinha da históriaO basquete mundial perdeu um de seus maiores ícones nesta sexta-feira (17). Oscar Schmidt, o eterno “Mão Santa”, morreu aos 68 anos após sofrer um mal-estar. Ele chegou a ser levado ao Hospital Municipal Santa Ana (HMSA), em São Paulo, mas não resistiu pouco tempo depois do atendimento.
Maior cestinha do basquete mundial morre aos 68 anos
Com uma precisão lendária nos arremessos de longa distância, Oscar é o recordista absoluto de pontos na modalidade. Ao longo de 25 temporadas como profissional, ele acumulou 49.973 pontos somando suas passagens por clubes e pela seleção brasileira.
Nas Olimpíadas, o brasileiro também deixou uma marca imbatível ao disputar cinco edições seguidas, entre 1980 e 1996. Ele é o maior pontuador da história dos Jogos, com um total de 1.093 pontos acumulados no principal torneio esportivo do planeta.
Durante a edição de Seul, em 1988, o ala protagonizou exibições que entraram para os livros de história. Em um desses confrontos, Oscar anotou 55 pontos contra a seleção da Espanha, estabelecendo o recorde de pontuação em uma única partida olímpica.
Ainda nos Jogos de Seul 1988, o “Mão Santa” teve outra atuação de gala ao converter 55 pontos em uma partida histórica. O feito reforçou sua imagem como um dos jogadores mais dominantes de todos os tempos.

Título no Pan de Indianápolis e legado no Hall da Fama
O momento mais emblemático de sua carreira pela seleção brasileira foi a conquista da medalha de ouro no Pan-Americano de Indianápolis, em 1987. Na final, o Brasil venceu os Estados Unidos por 120 a 115, impondo a primeira derrota caseira dos norte-americanos.
Além do ouro no Pan, Oscar ajudou o Brasil a conquistar a medalha de bronze no Mundial de 1978, nas Filipinas. Pela equipe nacional, foram 326 partidas oficiais e 7.693 pontos marcados em uma trajetória que durou entre os anos de 1977 e 1996.
Um capítulo marcante de sua vida foi a recusa em jogar na NBA, apesar dos convites recebidos. Na época, os atletas da liga norte-americana eram impedidos de defender suas seleções, e o jogador optou por continuar representando o Brasil em torneios internacionais.
O legado imortal de Oscar Schmidt
Conheça os marcos que eternizaram a ‘Mão Santa’ no basquete mundial.
🏀 Maior cestinha da história
Com mais de 49 mil pontos entre clubes e seleção, Oscar é o maior pontuador da história do basquete mundial.
🥇 Ouro pan-americano de 1987
Liderou o Brasil na vitória histórica sobre os EUA em Indianápolis, a primeira derrota americana em casa.
🏛️ Imortalizado no Hall da Fama
Seu legado foi eternizado com a inclusão no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame.
🎯 Recorde olímpico de pontos
Detém a marca de 1.093 pontos nos Jogos Olímpicos, sendo o maior cestinha da história do torneio.
Após o fim de sua carreira nas quadras, Oscar foi eternizado no Naismith Memorial Basketball Hall of Fame. O reconhecimento consolidou sua importância global no esporte, servindo de inspiração para uma legião de fãs e atletas ao redor do mundo.
Nascido em Natal (RN), em 1958, o craque construiu boa parte de seu prestígio atuando no Brasil e no basquete europeu, especialmente na Itália. Sua morte encerra uma trajetória de recordes mundiais e um legado inigualável para a bola laranja.