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Renan descarta apoio: “Se fosse pra votar num bandido, votava no Lula”

Candidato do Missão cumpriu agenda na Bahia e chamou de "falsa escolha" ter que optar entre o PT e o PL na reta final

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Foto: Reprodução

O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) afirmou neste domingo (27/9), durante agenda de campanha em Salvador, que não pretende apoiar Flávio Bolsonaro (PL-RJ) caso fique fora de um eventual segundo turno. Ao ser questionado sobre qual critério adotaria para escolher entre o senador e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Renan voltou a atacar os dois adversários.

“Porque assim, se fosse pra votar num bandido, eu já tava votando no Lula antes e eu não teria montado o meu próprio partido.”

Renan sustentou que sua única opção para os dois turnos é a própria candidatura. Antes de comparar Lula e Flávio, ele havia respondido à pergunta citando o número de sua legenda e afirmando que trabalha para chegar à etapa seguinte da eleição.

“O critério é se chamar Renan Antônio Ferreira dos Santos, é isso, e ter o número 14 e ser o representante dessa galera aqui atrás. É eu e eu. Vou votar 14 no primeiro e segundo turno.”

“Eu montei meu partido para dar para mim, pra ela, pra ela a opção de sermos candidatos e para todas as pessoas aqui a chance de não precisarem votar em bandido.”

Renan também classificou como uma falsa escolha a possibilidade de ter de optar entre os dois concorrentes em um segundo turno.

“Essa escolha de Sofia, em que você tem que ficar pensando, ah, o meu ladrão é de vermelho, não, o meu ladrão é verde e amarelo, não, o meu rouba com filme, não, o meu rouba com olhar social, não precisa ser obrigatório pra todos nós.”

As declarações foram dadas durante a passagem do presidenciável pela capital baiana. Renan participou de um ato de campanha na região da Reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA), no bairro do Canela, depois de ser recebido por apoiadores no aeroporto de Salvador. A visita fez parte da reta final de sua campanha antes do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Durante a agenda, ele também tratou de segurança pública e defendeu medidas contra a atuação de organizações criminosas, além de abordar propostas para a economia do Nordeste.

Críticas a Flávio se repetem na campanha

Embora tenha dirigido ataques também a Lula, Renan reservou parte da resposta deste domingo para Flávio Bolsonaro. Ele descartou considerar o candidato do PL como uma alternativa em qualquer cenário de segundo turno e afirmou que pretende concentrar os esforços em sua própria candidatura.

“Então eu não vou ficar respondendo esse tipo de pergunta, porque eu vou trabalhar pra ir pro segundo turno e eu ignoro o Flávio Bolsonaro como candidato em qualquer cenário.”

Renan endureceu a crítica ao dizer que, em sua avaliação, o senador sequer deveria disputar cargos públicos: “Para mim ele não deveria ser candidato pra nada.”

O posicionamento não surgiu apenas na passagem pela Bahia. Nos últimos meses, Renan tem feito das críticas a Flávio uma linha recorrente de sua campanha. Em 22 de setembro, durante entrevista ao SBT Brasil, ele já havia rejeitado a possibilidade de apoiar o senador em um segundo turno.

No dia seguinte, durante uma agenda em Sorocaba (SP), Renan voltou a dizer que não indicaria voto em outro candidato caso não avançasse na disputa presidencial.

“Vou apoiar Renan Santos, número 14. Não vou mandar as pessoas votarem em ladrão. Minha mãe me ensinou quando era criança: ‘Olha, Renan, não ande com bandido’. Vou recomendar às pessoas que votem em bandido?”

A passagem por Sorocaba integrou uma sequência de compromissos de Renan pelo interior paulista, que também incluiu Americana, Nova Odessa e Campinas.

Os ataques a Flávio já vinham sendo intensificados antes mesmo da reta final da eleição. Em maio, após a divulgação de informações relacionadas ao Banco Master, Renan publicou um vídeo no qual voltou a atacar o senador e recuperou o episódio conhecido como “rachadinha”.

Neste domingo (27), ele voltou a mencionar o caso ao justificar a rejeição ao adversário do PL. A investigação criminal sobre a suspeita de “rachadinha” no antigo gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, porém, foi encerrada após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o Supremo Tribunal Federal (STF) anularem provas que sustentavam a acusação.

A denúncia apresentada contra o senador acabou rejeitada pelo Tribunal de Justiça do Rio em 2022. Flávio sempre negou irregularidades.

Mais recentemente, o nome do candidato do PL passou a aparecer também nas investigações relacionadas ao Banco Master. Um inquérito tornado público em setembro apura suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o financiamento de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio nega ter cometido irregularidades.