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Ricardo Salles pede demissão e deixa legado de polêmicas no Ministério do Meio Ambiente

Joaquim Álvaro Pereira Leite foi o nome escolhido para assumir a pasta

Por Diogo Sampaio

Ricardo Salles
(Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu demissão do cargo, na tarde desta quarta-feira (23), ao presidente da República, Jair Bolsonaro (Sem Partido). O ato de exoneração foi publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União. No mesmo decreto, o atual Secretário da Amazônia e Serviços Ambientais da pasta, Joaquim Álvaro Pereira Leite, foi nomeado para substituir Salles.

Apesar de contar com respaldo do Palácio do Planalto, o ministro enfrentava pressão para deixar o comando da pasta do Meio Ambiente. Salles é alvo de dois inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) e colecionou polêmicas durante sua gestão. Entre elas, uma declaração dada durante a reunião ministerial de 22 de abril de 2020, na qual defendeu que o governo deveria tirar proveito da pandemia do novo coronavírus para “ir passando a boiada”.

O primeiro inquérito que tem Salles como alvo é relacionado a Operação Akuanduba, deflagrada em maio deste ano, na qual ele foi alvo de mandados de busca e apreensão e teve seus sigilos bancários e fiscal quebrados. O relator deste processo é o ministro Alexandre de Moraes.

Já o segundo inquérito, aberto no início de junho, apura se o ministro tentou atrapalhar as investigações sobre um esquema de desmatamento ilegal na região da Amazônia para favorecer madeireiros com atuação ilegal. Na ocasião, a ministra Cármen Lúcia, do STF, atendeu o pedido da Procuradoria Geral da República (PGR) e autorizou que o presidente afastado do Ibama, Eduardo Bim, também fosse investigado.

Depois da exoneração oficializada, Ricardo Salles realizou um pronunciamento direto do Palácio do Planalto. Na fala, o agora ex-ministro do Meio Ambiente fez questão de rebater as críticas que recebeu ao longo de seu período à frente da pasta e garantiu ainda que o pedido de demissão foi uma tentativa de fazer a transição de comando sem traumas. “Para que se faça da maneira mais serena possível, apresentei meu pedido de exoneração”, justificou.

No discurso, ele ressaltou também que a sociedade espera “respeito” ao setor produtivo e à iniciativa privada. Além disso, defendeu a ampliação de obras de infraestruturas pelo país para “continuar sendo o grande líder do agronegócio”.

Salles havia sido nomeado para o cargo assim que Jair Bolsonaro assumiu a Presidência da República. E ainda na corrida eleitoral de 2018, Bolsonaro já tinha declarado que o seu escolhido para o Ministério do Meio Ambiente não seria nenhum, segundo palavras do próprio, “xiita ambiental”.



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