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Rio de Janeiro é o segundo pior estado do país em qualidade de ensino, apesar de liderar investimento por aluno

Estado ocupa a penúltima posição no Ideb, mesmo destinando mais de R$ 19,5 mil anuais por estudante da rede pública

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Foto:Image by jcomp on

O Estado do Rio de Janeiro enfrenta desafios significativos na área da educação pública. De acordo com dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o estado ocupa a penúltima posição no ranking nacional de qualidade do ensino, ficando entre os piores desempenhos do país.

O resultado chama atenção ao ser comparado com outro indicador: o Rio é o estado que mais investe por aluno na educação básica. Segundo o levantamento, são aplicados mais de R$ 19,5 mil por estudante a cada ano, valor superior ao de todas as demais unidades da federação.

Apesar do alto investimento, os índices educacionais permanecem abaixo do esperado. Para a especialista em educação e criadora do Método Pertencer de Orientação Profissional, Telma Abreu, o problema vai além do volume de recursos destinados ao setor.

“Esses dados indicam claramente que o problema não está apenas no quanto se investe em educação, mas principalmente em como esses recursos são transformados em aprendizagem”, afirma.

Segundo a especialista, fatores como falhas de gestão, dificuldades na valorização e retenção de professores, além da descontinuidade de políticas públicas, contribuem para os baixos resultados obtidos pelo estado.

“A educação não melhora apenas com mais dinheiro. Ela melhora quando o investimento certo chega ao professor, ao aluno e à sala de aula”, destaca Telma.

Outro aspecto apontado por ela é a desigualdade regional dentro do próprio estado, que impacta diretamente a qualidade da educação oferecida em diferentes municípios.

Goiás lidera ranking com investimento menor

O levantamento também mostra que o Estado de Goiás, líder nacional em qualidade de ensino segundo o índice, investe cerca de R$ 10,7 mil por aluno ao ano — praticamente metade do valor gasto pelo Rio de Janeiro.

Para Telma Abreu, o estado fluminense possui condições financeiras e estruturais para melhorar seus resultados, mas precisa adotar políticas mais consistentes.

“O Rio tem capacidade financeira e estrutura para avançar, mas precisa valorizar mais os profissionais da educação e combater as desigualdades entre as regiões”, avalia.

Secretaria informa medidas de controle e auditoria

Em nota, a Secretaria Estadual de Educação informou que a distribuição de material didático atende todos os alunos matriculados na rede estadual e conta ainda com uma reserva destinada a novas matrículas, transferências e reposições ao longo do ano letivo.

A pasta também destacou que as despesas correntes destinadas à educação cresceram mais de 110% nos últimos cinco anos. Além disso, foi iniciada uma auditoria em todos os procedimentos relacionados às obras de manutenção e reparo das unidades escolares da rede estadual, com o objetivo de identificar e controlar possíveis gastos excessivos.