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Rio tem média de 10 atendimentos diários por violência sexual em 2025

Campo Grande, Barra da Tijuca e Madureira lideram atendimentos na rede municipal de saúde

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Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Rio de Janeiro registrou, no ano passado, uma média de quase dez atendimentos por violência sexual por dia, de acordo com dados divulgados pela prefeitura.

Ao todo, foram realizados quase 3.500 atendimentos ao longo do ano, o maior número já registrado na capital fluminense. Desde 2015, mais de 20 mil mulheres foram atendidas por conta de violência sexual na rede municipal de saúde do Rio.

Entre as regiões da cidade, Campo Grande, na Zona Oeste, concentra o maior número de atendimentos desde 2015, com 3.183 registros. Em seguida aparecem a Barra da Tijuca e Jacarepaguá, com 2.926 casos, e a região de Madureira e Irajá, na Zona Norte, com 2.803 atendimentos.

A superintendente de Vigilância em Saúde, Gislani Mateus, explicou como é feito o acolhimento dessas vítimas por parte da secretaria.

“A violência contra a mulher é um importante problema de saúde pública que vem aumentando a cada ano, seja ela sexual, física, mas também outras formas de violência. Esse é um importante problema de saúde pública, existem várias formas de violência, mas todas elas vêm aumentando e em alguns casos são até fatais, então é importante que toda a sociedade combata a violência contra a mulher”, disse.

O monitoramento é feito por meio do Painel da Violência, ferramenta criada há três anos, que reúne os registros da rede. A partir de dezembro do ano passado, as notificações de violência contra a mulher passaram a ser classificadas de forma mais detalhada, permitindo uma análise mais específica dos casos.

Os dados, que podem ser consultados pela internet, também mostram o perfil das vítimas atendidas. Cerca de 35% têm entre 10 e 19 anos de idade, enquanto 20% estão na faixa entre 20 e 29 anos. Outro dado que chama atenção é que 28% das vítimas têm entre três e nove anos.

Em relação à cor ou raça declarada, 42% das vítimas se identificaram como pardas, 32% como brancas e 19% como pretas.

O levantamento também aponta que mais da metade das vítimas relatou que a violência ocorreu dentro de casa, enquanto 16% afirmaram que as agressões aconteceram em vias públicas.