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Saúde em risco: Anvisa alerta contra manipulação irregular de canetas emagrecedoras

Inflamação e até perda da função do fígado são apenas alguns dos efeitos do uso inadequado; médica explica

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Créditos: depositphotos.com / MillaFedotova

O Governo do Rio acendeu um alerta sanitário devido à manipulação irregular de medicamentos conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, que vem representando um risco à saúde da população. O alerta destaca que a manipulação em lote desses produtos é proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pode colocar a saúde dos pacientes em perigo.

A procura do medicamento aumentou muito nos últimos anos, por conta da popularização nas redes sociais e em clínicas estéticas. Com o aumento das vendas, houve impulsionamento da oferta também das versões manipuladas que são mais baratas, mas que, em alguns casos, são produzidas sem atender às normas sanitárias.

A superintendente de Vigilância Sanitária da Secretaria de Estado de Saúde, Helen Keller, explica que a manipulação irregular desses medicamentos pode comprometer a segurança do tratamento.

“Sem controle sanitário adequado, não é possível garantir a composição do produto, a dose correta ou as condições de esterilidade necessárias para o medicamento injetado. Algumas substâncias utilizadas para esse tratamento têm origem biotecnológica e são produzidas por processos industriais altamente controlados, com uma cadeia produtiva e rigoroso controle de qualidade”, disse.

A médica hepatologista, Clarice Gdalevici, ressalta algumas consequências que o uso desses medicamentos irregulares podem causar. “Muitos desses suplementos têm substâncias que não foram ainda bem estudadas pelos métodos científicos e, após uso, aparecem as complicações no fígado e até em outros órgãos. É o caso recente do alerta da Anvisa de que suplemento com cúrcuma já mostrou ter potencial tóxico ao fígado”, afirmou.

“O uso desses suplementos acaba ocasionando uma inflamação e até perda da função do fígado. Então, alerta: não usem suplementos sem uma orientação médica bem feita”, finalizou.

Segundo a legislação sanitária brasileira, medicamentos manipulados devem ser preparados de forma individualizada, a partir de uma prescrição médica específica para um paciente.

A Vigilância Sanitária recomenda que qualquer suspeita de irregularidade envolvendo medicamentos seja comunicada aos canais oficiais de denúncia ou às autoridades sanitárias.

Prefeitura vai vai incorporar o medicamento Ozempic à rede pública do município

Na última sexta-feira, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, disse que vai incorporar o medicamento Ozempic à rede pública do município a partir dessa semana.

A Prefeitura do Rio vai lançar um programa de tratamento da obesidade com o uso de canetas emagrecedoras. A iniciativa será apresentada durante a inauguração do Super Centro de Saúde da Zona Oeste, em Campo Grande, logo mais, às 10h.

Nesta fase inicial, o programa será voltado a pacientes com obesidade grau 3 associada a comorbidades, como diabetes e hipertensão.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, cerca de 130 mil pessoas atendidas regularmente pelo SUS na capital se enquadram nesse perfil.

Ainda segundo a pasta, a faixa etária entre 18 e 25 anos concentra a maior parte do público alvo. A proposta é ampliar o acesso a tratamentos modernos e reforçar o acompanhamento clínico desses pacientes, considerados de maior risco.