Economia

Série Combustível Legal: por que abastecer sempre machuca o bolso?

Entenda quais são as taxas que fazem os combustíveis serem tão caros

Por Marcelo Antonio Ferreira (*sob supervisão de Alberto Safadi)

Marcello Casal jr/Agência Brasil

Na sociedade civilizada, existem fatores que, por mais segmentados que sejam, são capazes de influenciar a vida das pessoas em um aspecto geral. A especulação imobiliária, o valor do dólar, a temperatura do dia, e por aí vai. Um item que se encaixa nesse leque, é o valor do combustível. Seja para fazer aviões voarem ou ambulâncias correrem, o preço dessas substâncias são agentes valiosos no planeta.

Esta é a primeira de uma série de cinco reportagens do site TUPI.FM sobre combustível no Brasil

Ao redor disso, há diversos influenciadores como extração, câmbio e etc, mas, à boa parte da população, pelo menos, o que interessa é uma forma de o impacto no bolso ser menor. Ambos diesel e gasolina são substâncias derivadas do petróleo, portanto, reféns do processo de refinaria – atividade de destilação da substância ao produto final.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

A principal influência sob o essa cartela de preços são as taxas tributárias que correm por cima. Há dois tipos de impostos que formulam o valor dos combustíveis: os estaduais e federais. O primeiro é o Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação, o ICMS, que varia de estado para estado. Por exemplo, a do Rio de Janeiro é o mais caro do Brasil, com 34%. Ou seja, cada vez que se coloca gasolina no estado fluminense, mais de ⅓ do valor vai para os cofres estaduais. 

“Sempre faço uma brincadeira que o problema da gasolina diesel no Brasil não é o posto, é o imposto”, disse o economista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE).

Segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), dados divulgados dos meses de maio e junho deste ano, mostram que houve um aumento no preço do litro da gasolina, que avançou de R$ 4,444 em maio para R$ 5,091 em junho. Já o diesel ficou estável nos dois meses no valor de R$ 3,742. O preço do etanol caiu de R$ 4,093 em maio para R$ 4,034 em junho. 

Já os federais são os de Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico, o CIDE; o Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público, o PIS/PASEP, e, por fim, o de Contribuição para Financiamento de Seguridade Social, o COFINS, cujos impactos são menores.

NESTA TERÇA-FEIRA: em uma conversa com o site TUPI.FM, o economista Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE), explica formas que o Governo tem de diminuir o preço do combustível 

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