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Sintomas e como identificar o câncer que acometeu Netinho de Paula
O anúncio do cantor e candidato a deputado federal Netinho de Paula sobre seu diagnóstico de carcinoma papilífero na tireoide acendeu um alerta sobre a doença. O artista informou que o nódulo foi descoberto em estágio inicial e que o tratamento indicado é uma cirurgia para sua remoção. Este tipo de câncer é o mais comum na tireoide e, felizmente, apresenta um prognóstico excelente, com altíssimas taxas de cura quando identificado precocemente.
O carcinoma papilífero é um tipo de câncer que se origina nas células foliculares da tireoide, uma glândula em formato de borboleta localizada na parte anterior do pescoço. Sua principal função é produzir hormônios que regulam o metabolismo do corpo, influenciando desde a frequência cardíaca até a velocidade com que se queimam calorias. Na maioria dos casos, o tumor cresce de forma lenta e pode permanecer restrito à glândula por um longo período.
Principais sintomas e como identificar
Muitas vezes, o carcinoma papilífero não apresenta sintomas claros em suas fases iniciais, sendo frequentemente descoberto em exames de rotina. No entanto, à medida que o nódulo cresce, alguns sinais podem surgir e merecem atenção. A identificação de um caroço ou inchaço na região frontal do pescoço é o sinal mais comum.
Outros sintomas que podem estar associados ao problema incluem:
- dor na parte anterior do pescoço, que pode irradiar para os ouvidos;
- rouquidão ou alterações na voz que não melhoram com o tempo;
- dificuldade para engolir ou respirar;
- tosse persistente que não está relacionada a um resfriado.
Diagnóstico e tratamento
A investigação começa com o exame físico, no qual o médico apalpa o pescoço em busca de nódulos. A confirmação da suspeita geralmente vem com um ultrassom da tireoide, que permite visualizar o tamanho e as características do nódulo. Se a imagem sugerir malignidade, o próximo passo é uma biópsia por punção aspiratória com agulha fina (PAAF), que coleta células do nódulo para análise.
Confirmado o diagnóstico, o tratamento principal é a cirurgia, conhecida como tireoidectomia. O procedimento pode remover parte ou toda a glândula, dependendo da extensão do tumor. Dependendo da análise do caso, a terapia com iodo radioativo pode ser recomendada para eliminar possíveis células cancerígenas remanescentes. Já a reposição hormonal é necessária por toda a vida nos casos em que a glândula é totalmente removida, para suprir a falta dos hormônios que ela produzia.
Especialistas recomendam que qualquer nódulo ou inchaço persistente na região do pescoço seja avaliado por um médico, especialmente se acompanhado de outros sintomas como rouquidão ou dificuldade para engolir.