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Vereador Salvino: Polícia revela mais de R$ 100 mil suspeitos e esquema de lavagem

Investigação aponta R$ 100 mil em depósitos para Salvino e lavagem de R$ 35 milhões

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Foto: Reprodução

A Justiça do Rio de Janeiro concedeu habeas corpus e determinou a soltura do vereador Salvino Oliveira (PSD), preso na última quarta-feira (11) durante uma operação contra o Comando Vermelho. Apesar da decisão judicial, a Polícia Civil destacou em nota oficial que a investigação identificou movimentações financeiras consideradas “suspeitas e/ou atípicas”, além de indícios de ligação com o crime organizado. O pedido de liberdade foi apresentado pela defesa do parlamentar no fim da quinta-feira (12).

Segundo a corporação, os investigadores localizaram mais de R$ 100 mil em créditos suspeitos destinados ao vereador, incluindo 11 depósitos feitos em dinheiro vivo. As apurações também apontam movimentações consideradas duvidosas envolvendo empresas ligadas ao principal assessor de Salvino.

De acordo com a polícia, a esposa do assessor seria uma figura central em uma estrutura investigada por lavagem de dinheiro. Nos últimos sete meses, ela teria realizado mais de 20 saques em espécie que somam cerca de R$ 2,5 milhões, muitos deles em dias consecutivos.

A investigação também aponta que uma empresa registrada em nome dela movimentou mais de R$ 35 milhões em pouco mais de dois anos, valor considerado incompatível com o faturamento declarado, que gira em torno de R$ 2 milhões.

O vereador carioca Salvino Oliveira (PSD). Foto: Reprodução/TV Globo

As denúncias e a prisão inicial

Salvino Oliveira foi detido como parte de uma operação da Polícia Civil. O delegado Vinicius Miranda, titular da Delegacia de Combate ao Crime Organizado, justificou o pedido de prisão temporária pela existência de “uma série de indícios” que conectavam o vereador ao Comando Vermelho.

Miranda explicou que a análise de documentos e do celular apreendido durante as buscas pode ajudar a estabelecer com mais precisão a relação do parlamentar com a organização criminosa investigada.

Repercussão política e a defesa do vereador

As acusações contra Salvino geraram reações no cenário político. O governador Cláudio Castro afirmou nas redes sociais que o vereador seria o “braço direito do Comando Vermelho dentro da Prefeitura do Rio”.

Repercussões sobre as Acusações contra Salvino

Entenda as principais declarações e defesas relacionadas ao caso.

📣 Governador Cláudio Castro: Afirmou que Salvino seria o “braço direito do Comando Vermelho” na Prefeitura.

🏛️ Prefeito Eduardo Paes: Prometeu cobrar punição se as suspeitas se confirmarem, mas criticou o uso político das forças de segurança.

⚖️ Defesa de Salvino Oliveira: Considerou a nota da Polícia Civil “inverossímil” e alega que o RIF não faz parte do processo, violando o direito à ampla defesa.

Segundo a defesa, o Relatório de Inteligência Financeira (RIF) mencionado pela polícia não faz parte do processo que resultou na prisão, o que, para eles, violaria o direito à ampla defesa do vereador. A assessoria do parlamentar declarou ser “absolutamente inverossímil que Salvino Oliveira tenha realizado qualquer movimentação deste vulto ou tenha qualquer relação com empresa, fintechs ou lavagem de dinheiro”.