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Voltas às aulas: como tornar o período mais fácil para jovens e crianças autistas

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(Foto: Reprodução / Internet)

Com o fim das férias chegando, muitas famílias se preparam para a volta às aulas. Mas o que parece uma fase comum na rotina de muitos lares, pode ser desafiador para mães e pais atípicos.

Jovens e crianças com autismo e outras síndromes precisam de cuidados especiais na hora de voltar à rotina escolar. Para ajudar nesse reinício ou uma nova jornada para alguns, a sócia-diretora da Clínica Reabiliarte, Rosa Kelma Carneiro, mestre em Educação Especial e Inclusiva, destacou algumas dicas importantes. Confiram!

“Muitos itens precisam ser observados pelas famílias neste momento tão delicado que é à volta as aulas. Verificar livros, espaço físico, número de alunos e profissionais que estarão à disposição na escola, são alguns. Tudo precisa estar alinhado e favorável ao bom desenvolvimento da criança atípica. A escola precisa se adaptar às necessidades pedagógicas e inserir atividades lúdicas e concretas para facilitar a aprendizagem.”, explica Rosa Kelma Carneiro.

A especialista lembra abaixo os fatores que são determinantes para garantir um ano letivo com um bom rendimento para crianças autistas. O desafio diário pode ser transformado em resultados e grandes conquistas. Fiquem atentos!

Mudança de Escola

Se a criança está mudando de escola, o primeiro ponto é mostrar antes a escola nova. Para crianças não verbais, uma boa opção é mostrar fotos e figuras de como será a rotina e o espaço. Destacando o que é de interesse da criança.

Livros didáticos

Se os livros didáticos estiverem muito distantes da realidade pedagógica da criança, o material precisará ser adaptado. Então o responsável precisará buscar na escola a informação sobre quem fará essa adaptação. A criança que tem qualquer neurodivergência comprovada tem direito a uma lista de material flexível. Lembrando que o currículo precisa ser adaptado, flexibilizado, mas alguns conteúdos precisam ser dados.

Espaço físico e profissionais

Verifique se o espaço físico é adequado ao seu filho. Lembrando que às vezes uma escola muito ampla nem sempre é favorável a todas as crianças. Pergunte quantos alunos a turma terá, quantas professoras.  Turmas muito grandes dificultam o aprendizado e alunos com dificuldades podem ser prejudicados. É fundamental questionar se os profissionais já têm experiência com crianças neurodivergentes e qual a capacitação dos professores. A boa vontade da equipe da escola para efetivamente fazer a educação inclusiva acontecer será muito importante.

Mediador e disponibilidade da escola

A escola oferece professor mediador? A equipe pedagógica se disponibiliza a trocar informações com os terapeutas que o acompanham? Aceitam receber assistente terapêutico? Essas são perguntas importantes que podem fazer a diferença na evolução da criança durante o ano letivo.

Recado aos pais

É um momento de apreensão, mas com a criança atípica essa apreensão é ainda maior. A desestabilização pode vir e perdurar, e o que é ainda pior, pode gerar resistência à escola. Então não deixem de dar previsibilidade (mostrar o que vai acontecer), muitas vezes essa previsibilidade precisará ser feita através de imagens