Rio

Waldeck Carneiro entrega relatório final do processo de impeachment de Witzel

“Esta votação é um marco na história política do Estado do Rio”, disse o relator

Por Redação Tupi

(Foto: Reprodução)

O deputado estadual Waldeck Carneiro, relator do processo de impeachment do governador afastado, Wilson Witzel, no Tribunal Especial Misto (TEM) do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) protocolou nesta quinta-feira (29) seu relatório final, com cerca de 300 páginas.

“É um documento que restitui todas as etapas, desde a denúncia na Alerj, no dia 27 de maio de 2020, até hoje, trazendo os principais fatos: a votação na Alerj, a instalação do TEM, a sessão de admissibilidade da denúncia, as oitivas de testemunhas e as peças da acusação e da defesa, dentre outros elementos. O relatório instrui o processo, de maneira descritiva, aos outros nove membros do TEM, sem juízo de valor, para a votação final”, explicou Waldeck. A votação será realizada nesta sexta-feira (30), às 9h, no Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).

A votação

Sobre seu voto amanhã (30), na sessão de julgamento no TJRJ, Waldeck revelou que o documento terá aproximadamente 60 páginas e será baseado no foco do processo de impeachment de Witzel: a investigação das organizações sociais de saúde Instituto UNIR Saúde e o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (IABAS).

O voto do relator poderá ou não ser seguido pelos demais membros do TEM – cinco desembargadores e quatro deputados estaduais, além de Waldeck. Se Witzel tiver sete votos no julgamento, dois terços do total, as duas penalidades que estão fixadas na lei – a destituição do cargo e a inabilitação do exercício da função pública por até cinco anos – terão de ser cumpridas.

“A defesa apresentou três preliminares, que serão objetos de votação. Farei um resumo da contextualização, com aspectos factuais e fáticos, um resumo da denúncia e entro nos dois eixos da acusação para, então, fazer a conclusão”, destacou Waldeck.

O deputado sublinhou que se trata de um processo jurídico-político, não de uma ação penal convencional. “Desde a primeira sessão deliberativa, até agora, todos os meus votos foram acompanhados pelo tribunal, por unanimidade ou maioria, inclusive o despejo de Witzel do Palácio Laranjeiras. Isso não quer dizer que haverá uma repetição desta votação amanhã, que é o momento derradeiro e decisivo”, ressaltou Waldeck.

Segundo Waldeck, os advogados de Witzel tiveram amplo direito de defesa. “Tanto que entraram com quatro reclamações judiciais no STF, impetraram mandados de segurança no TJRJ e todas as testemunhas arroladas por eles para serem interrogadas foram aceitas”, lembrou Waldeck, ressaltando que o governador afastado apresentou peças defensivas em todas as etapas do processo.

O julgamento do pedido de impeachment do governador afastado do Rio, Wilson Witzel (PSC), foi marcado para o dia 30 de abril por decisão do desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), que também preside o Tribunal Especial Misto (TEM).

O prazo das alegações finais da defesa do governador afastado seria até o dia 21/04, mas houve uma solicitação de prorrogação do prazo, aceita pelo Tribunal. A documentação foi apresentada na última terça-feira (27).

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