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Yane Marques fala sobre o desafio da vice-presidência do COB: “Nenhuma pressão é maior que a de Londres 2012”
Medalhista olímpica e vice-presidente do COB compartilha visão sobre gestão e preparoO pentatlo moderno brasileiro tem uma de suas maiores referências na figura de Yane Marques. A medalhista olímpica e atual vice-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) compartilhou sua visão sobre carreira, liderança e os desafios da função executiva em entrevista ao podcast Podquestionar, da Super Rádio Tupi, que foi ao ar nesta terça-feira.
Ao ser questionada sobre a enorme carga de representatividade e as cobranças que o novo cargo traz, Yane brincou ao relembrar sua trajetória como atleta profissional: “Nenhuma pressão vai ser maior do que a largada de 2012 em Londres”. Ela destacou que a vida no esporte foi fundamental para que ela aprendesse a gerenciar os momentos de alta tensão e cobrança.
Mesmo tendo competido em uma modalidade individual, a vice-presidente do COB ressaltou que o esporte sempre exigiu um trabalho coletivo intenso, envolvendo técnicos, equipes de apoio e muitas pessoas sonhando juntas. Para a pentatleta, essa vivência a moldou para os desafios de gestão e liderança de hoje:
“Eu acho que a liderança tem um componente nato, uma pitada de vocação. Mas eu busco trazer para o meu dia a dia essa sensibilidade, que eu tenho com muita facilidade: de sentir a dor do outro, a empatia. De me colocar no lugar das pessoas, buscar melhores condições para todo mundo que está ali trabalhando, de respeito, valorização e entendimento da importância de cada um exercendo a sua função”.
Yane Marques definiu sua forma de liderar como algo orgânico e humano, confessando que essa sensibilidade é sua principal ferramenta de gestão. Ela concluiu afirmando estar muito motivada com a missão no comitê, ciente da responsabilidade que carrega nos ombros ao representar a força feminina e os atletas que assumem postos de liderança no esporte olímpico nacional.